
PSD debate nome de candidato em clima de apreensão com alta de Moro nas pesquisas (Foto: Instagram)
O Governador deve consultar prefeitos e aliados antes de decidir o nome do PSD para disputar as próximas eleições, enquanto a base aliada demonstra apreensão com o possível fortalecimento de Sergio Moro nas pesquisas de opinião. A estratégia de ouvir lideranças municipais visa mapear a receptividade a diferentes pré-candidaturas e evitar divisões internas que possam beneficiar candidaturas externas. A preocupação central gira em torno do desempenho de Sergio Moro em sondagens recentes, que indicam aumento de intenção de voto em diversas regiões do país.
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O PSD, sigla que congrega políticos de diferentes estados e correntes, foi fundado em 2011 e possui presença significativa em câmaras municipais e assembleias legislativas. Ao longo de sua trajetória, o partido consolidou-se como uma legenda de centro, apta a firmar coligações tanto com a esquerda quanto com a direita. A decisão sobre quem será o candidato oficial do PSD neste pleito envolve não apenas fatores nacionais, mas também acordos regionais e acordos com prefeitos que respondem por parcelas expressivas do eleitorado local.
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Sergio Moro, ex-juiz federal e ex-ministro da Justiça, tornou-se figura de destaque no cenário político após liderar operações de combate à corrupção. Em levantamento recente, o nome de Sergio Moro aparece entre os primeiros colocados em cenários simulados de eleição presidencial, com índices que chegam a ultrapassar a casa dos 20% em alguns institutos de pesquisa. Essa performance, ainda que preliminar, acende um sinal de alerta entre os correligionários do PSD, que avaliam se uma candidatura própria poderá atrair votos suficientes para enfrentar a crescente popularidade de Moro.
O processo de consulta programado pelo Governador inclui reuniões em capitais e em cidades do interior, com prefeitos que comandam administrações locais de grande porte. Os encontros também reúnem deputados federais e estaduais do PSD, além de líderes de bancadas municipais. A ideia é compilar relatórios sobre o cenário político, possíveis adversários e o grau de mobilização de apoiadores em cada região. Essa fase de diálogo interno costuma durar várias semanas, garantindo tempo para ajustes de última hora na estratégia partidária.
Após colher subsídios junto às bases, o PSD realizará convenção para homologar oficialmente o nome do pré-candidato. A data limite para registro de chapas junto à Justiça Eleitoral costuma ocorrer em meados de agosto, mas as articulações internas já se intensificam a partir de maio. A definição do nome será um passo crucial para a consolidação de alianças, o alinhamento de recursos de campanha e o estabelecimento de planos de governo que atendam tanto às demandas regionais quanto ao panorama nacional.

