
Desvio de voos em Campinas após incursão de drones (Foto: Instagram)
Foram suspensas as operações de pouso e decolagem por cerca de três horas após a detecção de sete drones irregulares em área de aproximação, o que obrigou o redirecionamento de voos para Campinas. As aeronaves que se aproximavam do destino originalmente planejado foram orientadas a alterar a rota e aterrissar na cidade paulista, acarretando atrasos significativos e ajustes logísticos de última hora. O monitoramento da situação permaneceu ativo até que todos os drones fossem removidos da zona controlada.
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Em Campinas, as equipes aeroportuárias precisaram reorganizar a recepção das aeronaves desviadas, readequar os portões de embarque e desembarque e dar suporte aos passageiros afetados. Muitos viajantes conviveram com espera prolongada nos terminais, enquanto as companhias aéreas revisavam cronogramas e realocavam tripulações. As autoridades locais enfatizaram a importância de planos de contingência para incidentes envolvendo veículos aéreos não tripulados, destacando a coordenação entre equipes de solo e de controle de tráfego.
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Os drones, ou veículos aéreos não tripulados (VANTs), têm ganhado espaço em usos comerciais e recreativos devido ao custo reduzido e à facilidade de manobra. Contudo, operar esses equipamentos próximo a áreas críticas de aeródromos representa alto risco de colisão com aeronaves, interferindo nos procedimentos de aproximação e decolagem. Sensores e radares convencionais podem não detectar prontamente esses aparelhos, especialmente quando voam em baixa altitude e realizam manobras rápidas.
Segundo as normas de segurança aérea, é proibido operar drones dentro de um perímetro mínimo que pode se estender por vários quilômetros ao redor de aeroportos, salvo com autorização expressa das autoridades competentes. A infração dessas regras pode acarretar sanções administrativas, apreensão dos equipamentos e responsabilização civil e criminal dos operadores. A vigilância constante por meio de câmeras, sensores e equipes especializadas é essencial para prevenir incursões e manter a integridade das operações.
Incidentes com drones têm sido registrados em diversos aeroportos nacionais e internacionais nos últimos anos, levando à interrupção temporária de rotas para resguardar a segurança de passageiros e tripulações. Relatórios da aviação apontam que, mesmo sem colisão, a simples presença de VANTs na zona de aproximação aciona protocolos rigorosos de contingência, prolongando espera, gerando atrasos e exigindo replanejamento de rotas.
Depois do ocorrido, as autoridades responsáveis pelo controle de tráfego aéreo adotaram medidas emergenciais para ampliar a detecção de drones, incluindo ajustes em sistemas de rastreamento e reforço de patrulhas terrestres. As empresas de gestão dos terminais também revisam procedimentos operacionais e promovem treinamentos específicos para suas equipes, buscando respostas mais ágeis e eficazes. Além disso, avaliam-se tecnologias de neutralização eletrônica para mitigar riscos e garantir a continuidade segura das operações.

