De acordo com informações da revista Oeste, o presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, Wallace Alves Palhares, responde judicialmente como réu pela morte da jovem Raquel Antunes, de 11 anos, ocorrida durante os desfiles de 2022 no Rio de Janeiro. O caso, que tramita na 29ª Vara Criminal da capital, voltou a ser alvo de atenção após a agremiação ganhar destaque nacional com um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Carnaval de 2026.
Raquel Antunes morreu após ser prensada contra um poste por um carro alegórico que entrava em movimento na área de dispersão do Sambódromo. A criança sofreu traumatismo múltiplo e chegou a passar por procedimentos cirúrgicos, incluindo a amputação de uma das pernas, mas não resistiu aos ferimentos após dias de internação na UTI. O episódio motivou o Ministério Público do Rio de Janeiro a denunciar oito pessoas por homicídio culposo, categoria em que não há intenção de matar.
Na ocasião do acidente, Palhares exercia a presidência da Liga-RJ, instituição que organiza os desfiles da Série Ouro. A acusação formulada pelo Ministério Público sustenta que o evento apresentou graves deficiências no controle de segurança em áreas de circulação de veículos pesados. Durante as investigações, foi constatado que crianças transitavam próximas às alegorias sem a presença de barreiras físicas ou escoltas adequadas para evitar acidentes.
Ainda segundo informações da revista Oeste, em sua defesa, Palhares e os representantes da liga argumentaram que a responsabilidade pelo isolamento das alegorias e pelo controle do espaço público caberia a órgãos municipais e outros operadores do evento, e não diretamente à entidade. O processo continua em fase de instrução e, em 2025, foram realizadas audiências para a oitiva de testemunhas.

