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Pesquisadores encontraram dois receptores do cérebro que ajudam a ativar enzima que limpa placas associadas ao Alzheimer

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Receptores cerebrais ativam enzima para limpar placas de Alzheimer (Foto: Instagram)

Pesquisadores descobriram a presença de dois receptores no cérebro que são capazes de estimular diretamente uma enzima responsável pela remoção de placas proteicas associadas ao Alzheimer. Essas placas, conhecidas como depósitos de beta-amiloide, são um dos principais fatores no desenvolvimento da doença e sua limpeza adequada poderia desacelerar o avanço dos sintomas cognitivos. O estudo, conduzido em laboratórios especializados, reforça a ideia de que o controle molecular dessas estruturas neuronais pode abrir caminho para terapias mais eficazes contra o Alzheimer.

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Ao investigar o mecanismo de ação desses dois receptores do cérebro, os pesquisadores observaram que sua ativação resulta em maior produção e atividade da enzima degradadora de beta-amiloide. Esse processo enzimático age quebrando as proteínas em fragmentos menores, que podem ser eliminados pelas células de defesa do sistema nervoso central. A sinalização entre os receptores e a enzima ainda está sendo mapeada, mas sabe-se que envolve uma cascata molecular que amplifica o efeito de limpeza.

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O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, caracterizada pela perda progressiva de memória e habilidades cognitivas. Um dos traços marcantes da enfermidade é a formação de placas extracelulares de beta-amiloide entre os neurônios, que podem desencadear inflamação e morte celular. Até hoje, os tratamentos existentes oferecem alívio dos sintomas, mas não atuam diretamente na remoção desses depósitos.

A enzima que atua na limpeza das placas associadas ao Alzheimer tem sido alvo de estudos há décadas. Conhecidas genericamente como enzimas degradadoras de beta-amiloide, elas apresentam capacidade de fragmentar essas proteínas insolúveis. Contudo, sua regulação natural no cérebro humano é baixa, o que limita a eficiência no combate à formação excessiva de placas. A descoberta dos dois receptores do cérebro abre possibilidades de aumento controlado dessa atividade enzimática.

Os dois receptores identificados pelos Pesquisadores parecem estar distribuídos em regiões cerebrais críticas para a memória e a aprendizagem. Estudos in vitro mostraram que, ao ativar esses receptores com substâncias específicas, é possível elevar a expressão gênica da enzima degradadora. Ensaios adicionais em modelos animais serão necessários para confirmar eficácia e segurança antes de qualquer aplicação clínica em pacientes com Alzheimer.

A importância dessa pesquisa reside na potencial criação de novos fármacos que atuem diretamente nesses receptores do cérebro, estimulando a própria defese neuroquímica para limpar placas de beta-amiloide. Caso futuros testes comprovem benefício e ausência de efeitos adversos, essa via de tratamento poderia complementar terapias existentes e oferecer melhor qualidade de vida a quem convive com Alzheimer. As próximas etapas incluem estudos mais amplos e o desenvolvimento de compostos que atinjam com precisão esses receptores.

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