
Exposição precoce a eletrônicos amplia riscos de depressão, obesidade e insônia (Foto: Instagram)
Uma pesquisa recente revela que indivíduos que recebem aparelhos eletrônicos ainda na infância apresentam maior probabilidade de desenvolver problemas como depressão, obesidade e distúrbios do sono. O estudo destaca que a chegada antecipada dos dispositivos móveis ao cotidiano dos jovens interfere no desenvolvimento de hábitos saudáveis, predispondo-os a alterações emocionais e físicas ao longo do tempo.
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Conforme os autores da pesquisa, o uso excessivo de aparelhos eletrônicos desde cedo está associado a padrões de comportamento que contribuem para o surgimento da depressão. A exposição prolongada às redes sociais pode favorecer a comparação constante, a sensação de inadequação e até episódios de cyberbullying. Além disso, o estilo de vida cada vez mais sedentário, marcado pela permanência em frente a telas, é um dos fatores que intensificam o acúmulo de peso e o aumento do índice de massa corporal, refletindo diretamente na obesidade infantil e juvenil.
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Além dos efeitos sobre o estado de humor e o peso corporal, os distúrbios do sono aparecem com frequência entre aqueles que começam a utilizar aparelhos eletrônicos em idade precoce. A luz azul emitida pelas telas interfere na produção natural de melatonina, hormônio responsável pelo ciclo sono-vigília. Assim, é comum que crianças e adolescentes apresentem dificuldade para adormecer, despertem várias vezes durante a noite ou durmam por período insuficiente, comprometendo a concentração e o rendimento escolar.
Para chegar a essas conclusões, a pesquisa analisou diferentes faixas etárias, comparando o comportamento de quem teve acesso a tablets, smartphones e outros dispositivos eletrônicos desde a infância com aqueles que passaram a utilizá-los mais tarde. Os pesquisadores aplicaram questionários sobre hábitos de uso, saúde mental e indicadores de bem-estar físico, buscando entender a relação direta entre tempo de exposição às tecnologias e o surgimento de sintomas relacionados à depressão, ganho de peso e alterações no sono.
Diante dos resultados, especialistas recomendam acompanhamento mais rigoroso por parte dos pais e responsáveis, com limites claros para o tempo diário de uso de aparelhos eletrônicos. Orientações vindas de psicólogos, educadores e profissionais de saúde reforçam a importância de equilibrar atividades digitais com momentos de lazer ao ar livre, práticas esportivas e interação social sem telas. Dessa forma, pretende-se minimizar os riscos apontados pela pesquisa, promovendo um desenvolvimento mais saudável e prevenindo complicações futuras.

