
Kléber Cabral presta depoimento à PF sobre vazamento de dados (Foto: Instagram)
O presidente da Unafisco, Kléber Cabral, prestou depoimento nesta semana à Polícia Federal (PF) em Brasília depois de ter concedido declarações a respeito do vazamento de dados da Receita Federal. Durante o encontro, Cabral esclareceu pontos sobre as informações que vêm sendo divulgadas publicamente e a posição da entidade que representa auditores-fiscais.
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Em sua fala à PF, Kléber Cabral detalhou as circunstâncias em que as declarações foram emitidas e reafirmou a preocupação da Unafisco com a segurança dos dados dos contribuintes. O dirigente sindical explicou aos delegados federais como teve acesso a determinados documentos e as motivações para comentar o assunto em reuniões e entrevistas recentes.
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A Unafisco, sigla para Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil, reúne os auditores-fiscais que atuam na administração tributária. Esses profissionais são responsáveis pela cobrança de tributos federais, pela fiscalização de atividades econômicas e pela garantia do cumprimento da legislação fiscal. Como presidente da entidade, Kléber Cabral busca defender direitos da categoria e zelar pela integridade dos sistemas de informação que suportam as rotinas de trabalho dos servidores.
O incidente envolvendo o vazamento de dados atingiu informações de contribuintes armazenadas nos sistemas da Receita Federal, levantando questionamentos sobre falhas de segurança em bases governamentais. A Polícia Federal, órgão encarregado de investigar crimes contra a ordem tributária e fiscal, abriu procedimento para apurar a origem das falhas e os possíveis responsáveis pelo acesso ou divulgação indevida de documentos e planilhas. Nesse contexto, a oitiva de Cabral tem como objetivo esclarecer se houve envolvimento de terceiros ligados ao sindicato ou mesmo se há indícios de ações externas para exploração dessas vulnerabilidades.
Em casos similares, a PF costuma requisitar relatórios técnicos, depoimentos de servidores e análises de sistemas para traçar o fluxo de informações e identificar pontos de acesso não autorizados. O resultado das diligências pode resultar em indiciamentos por invasão de dispositivo informático ou violação de sigilo funcional, com base na legislação penal federal. A investigação também serve para orientar futuras medidas de proteção e aprimorar protocolos de segurança da Receita Federal.
O episódio reforça discussões mais amplas sobre a proteção de dados fiscais e o papel das entidades representativas no debate sobre transparência e privacidade. A atuação de Kléber Cabral, à frente da Unafisco, insere-se nesse movimento, ao defender uma fiscalização rigorosa sem comprometer o segredo fiscal garantido por lei. A expectativa é que, ao final das apurações, sejam propostas melhorias técnicas e procedimentais que reduzam riscos de novos vazamentos e fortaleçam a confiança dos contribuintes no sistema tributário.

