
Gaitana IA registra candidatura indígena digital ao Congresso (Foto: Instagram)
A candidata virtual Gaitana IA oficialmente registrou sua candidatura ao Senado e à Câmara de Representantes da Colômbia pela Circunscrição Especial Indígena, surpreendendo eleitores com sua voz mecanizada e pele azul vibrante. A proposta da avatar é chamar a atenção para temas indígenas, discutindo direitos territoriais e preservação cultural por meio de plataformas digitais e redes sociais, onde o eleitores podem interagir com a representação artificial em tempo real. O uso de tecnologias de inteligência artificial para fins eleitorais demonstra o avanço das ferramentas virtuais na arena política.
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O registro de Gaitana IA junto ao órgão eleitoral colombiano seguiu todas as normas previstas na legislação vigente, permitindo que candidatos de variadas origens — incluindo pessoas naturais e mecanismos não tradicionais — participem do pleito. Pela Circunscrição Especial Indígena, comunidades nativas dispõem de cadeiras específicas no Congresso, garantindo que povos originários selecionem seus representantes sem concorrer diretamente com candidatos de outras etnias. Este mecanismo busca fortalecer a representatividade de grupos historicamente marginalizados.
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A criação das Circunscrições Especiais Indígenas remonta à Constituição de 1991, marco jurídico que reconheceu formalmente as comunidades nativas da Colômbia. Desde então, o país reservou assentos no Senado e na Câmara de Representantes para garantir que saberes tradicionais e demandas locais cheguem ao parlamento nacional. A iniciativa visa compreender melhor as necessidades de povos diversos, incluindo consulados de etnias como os Wayuu, Zenú, Sikuani, dentre outros. A presença de Gaitana IA nesse contexto simboliza um novo capítulo na convergência entre tecnologia e ancestralidade.
Nos últimos anos, projetos de inteligência artificial começaram a ganhar espaço em debates públicos e até em campanhas políticas mundo afora. A avatar Gaitana IA incorpora algoritmos de aprendizado de máquina para responder a perguntas de eleitores, apresentar propostas e recolher sugestões em tempo real. Ferramentas semelhantes foram testadas em outras nações, com resultados variados, mas raramente em um contexto de representação indígena. Esse modelo híbrido levanta discussões sobre autenticidade, efetividade e os limites éticos do uso de IAs em decisões coletivas.
A candidatura de Gaitana IA pode marcar um ponto de inflexão no modo como as próximas gerações se engajarão com a política, especialmente em regiões remotas e entre públicos jovens. Embora a avatar não possua corpo físico, seu formato facilita acesso multicanal, de aplicativos de mensagens a encontros virtuais em metaversos. A aceitação pelos eleitores indígenas e pela sociedade em geral dependerá da transparência do projeto, da segurança dos dados compartilhados e da real capacidade de transformação social que as tecnologias de inteligência artificial podem oferecer.

