
Lula e Modi selam meta de US$20 bilhões no comércio bilateral até 2030 (Foto: Instagram)
Lula afirmou que Brasil e Índia detêm condições favoráveis para atingir, até 2030, a meta definida em 2025 de elevar o fluxo comercial bilateral a US$ 20 bilhões. Segundo o presidente, os valores atuais de trocas podem dobrar em pouco mais de cinco anos, a partir de um aprofundamento de parcerias estratégicas e do intercâmbio de tecnologias voltadas ao agronegócio, à indústria e aos serviços.
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Esse patamar de US$ 20 bilhões havia sido estabelecido durante uma cúpula ministerial em 2025, com o propósito de impulsionar o comércio exterior de ambos os países e diversificar as cadeias de suprimentos. A iniciativa inclui acordos para facilitar a logística portuária, a simplificação de procedimentos aduaneiros e a troca de expertise em inovação tecnológica, áreas nas quais Brasil e Índia vêm apresentando crescimento consistente.
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Historicamente, as relações comerciais entre Brasil e Índia ganharam força no início dos anos 2000, quando ambos os países integraram fóruns multilaterais voltados ao Sul Global. As exportações brasileiras para a Índia incluem principalmente soja, carnes, celulose e etanol, enquanto as remessas indianas para o Brasil concentram-se em produtos farmacêuticos, automóveis, produtos químicos e tecnologias de informação. Esse equilíbrio de trocas reflete a complementaridade das estruturas produtivas das duas nações.
Apesar de ainda estarem longe de alcançar volumes observados em outras parcerias globais, os laços econômicos com a Índia representam oportunidade de ampliar mercados para commodities brasileiras e, simultaneamente, importar bens industriais com maior valor agregado. O aumento gradativo dessas operações comerciais também pode incentivar joint ventures em setores como energia renovável, mineração e infraestrutura de transportes.
O líder brasileiro Lula destacou que o alcance dessa meta até 2030 dependerá do fortalecimento de mecanismos de cooperação científica e do estímulo a investimentos diretos estrangeiros. Ele reforçou que missões comerciais, intercâmbio de universidades e acordos bilaterais de proteção de investimentos serão imprescindíveis para consolidar uma agenda de longo prazo, capaz de beneficiar produtores rurais, pequenos e médios empresários, além de ampliar a oferta de produtos e serviços para consumidores em ambos os países.

