
Mutação genética revela semelhança de câncer agressivo em gatos e humanos (Foto: Instagram)
Pesquisadores identificaram mutações genéticas ligadas a um câncer incomum e de alta agressividade que atinge tanto gatos quanto pessoas. A descoberta surgiu a partir da análise de amostras tumorais de felinos domésticos e de pacientes humanos, revelando alterações em genes que regulam o crescimento celular e a reparação de DNA. Os resultados indicam mecanismos semelhantes de desenvolvimento tumoral entre as duas espécies, o que reforça a importância da pesquisa comparativa.
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O tipo de neoplasia estudada apresenta evolução rápida e baixa taxa de resposta aos tratamentos convencionais, como quimioterapia e radioterapia. Em gatos, esse tumor costuma manifestar-se em diversos órgãos e é frequentemente diagnosticado tardiamente, quando já há metástases. Nos seres humanos, a forma rara e agressiva da doença também desafia oncologistas, pois não há protocolos padronizados e a sobrevida média é reduzida.
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A identificação das mutações abre caminho para o desenvolvimento de terapias direcionadas, que atuem especificamente nas vias moleculares comprometidas. Com esses achados, cientistas podem testar inibidores de proteínas alteradas ou moduladores de sinalização celular que revertam ou retardem o crescimento tumoral. Abordagens de medicina de precisão, já em expansão na oncologia humana, podem beneficiar pacientes que compartilham essas anomalias genéticas com os animais.
O estudo reforça a relevância da oncologia comparativa, uma área em que veterinários e médicos colaboram para entender melhor o câncer em diferentes mamíferos. Gatos, por sua biologia e tempo de vida mais curto, oferecem um modelo valioso para testes pré-clínicos que sejam mais rápidos do que estudos exclusivamente em humanos. Essa integração de dados favorece a identificação de alvos terapêuticos e acelera a tradução de descobertas ao leito do paciente.
Até o momento, os pesquisadores analisaram centenas de sequências genômicas e planejavam expandir a amostragem para outras raças felinas e subtipos humanos do tumor. As próximas etapas incluem ensaios laboratoriais em linhagens celulares modificadas e avaliação de compostos capazes de neutralizar as mutações identificadas. Ensaios em animais de laboratório também serão necessários para avaliar segurança e eficácia antes de qualquer aplicação clínica.
O avanço desse trabalho pode estabelecer uma nova classe de medicamentos oncológicos para doenças raras, beneficiando tanto pacientes humanos quanto felinos. Com mais estudos, será possível refinar o perfil molecular do câncer, determinar biomarcadores de prognóstico e selecionar terapias personalizadas. A perspectiva é que, num futuro próximo, tratamentos inovadores melhorem a sobrevida e a qualidade de vida de quem enfrenta esse desafio.

