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Por que o uso de perfume na região genital pode prejudicar a saúde e desequilibrar a flora vaginal

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Perfumes íntimos: fragrância que ameaça o equilíbrio vaginal (Foto: Instagram)

O uso de perfume na região genital, ainda que muitas pessoas acreditem que seja uma prática de higiene ou frescor, pode gerar sérios desequilíbrios na flora vaginal e causar irritações desconfortáveis. As fragrâncias e solventes presentes nesses produtos alteram o pH natural da vulva e da vagina, tornando o ambiente propício para o crescimento de microrganismos indesejados. Além disso, o contato repetido com substâncias químicas pode fragilizar a barreira protetora da pele e das mucosas, facilitando infecções e inflamações localizadas.

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A flora vaginal é composta basicamente por bactérias benéficas, sobretudo as do gênero Lactobacillus, que produzem ácido lático e mantêm o pH entre 3,8 e 4,5, inibindo o crescimento de fungos e bactérias patogênicas. Quando esse equilíbrio é alterado por agentes químicos externos – como álcoois, fragrâncias sintéticas e conservantes encontrados em perfumes íntimos –, ocorre uma redução na população de lactobacilos e um aumento na colonização de microrganismos oportunistas. Esse processo favorece condições como candidíase, vaginose bacteriana e dermatites de contato.

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Os perfumes íntimos costumam apresentar pH alcalino ou neutro, incompatível com o ambiente ácido necessário ao equilíbrio vaginal. Além disso, o álcool, muito usado como veículo para dissolver fragrâncias, resseca a pele da região vulvar, provocando pequenas fissuras que facilitam a penetração de bactérias. Já os corantes e substâncias aromáticas podem desencadear reações alérgicas de grau variável, manifestando-se por coceira, ardor e vermelhidão.

Mulheres que recorrem frequentemente a sprays, wipes perfumados ou loções aromatizadas podem notar o surgimento de odores desagradáveis após algum tempo, justamente porque o perfume altera temporariamente o cheiro, mas não resolve o desequilíbrio interno. Ao contrário, o desconforto pode se intensificar à medida que a microbiota perde suas bactérias protetoras, gerando um ciclo de uso excessivo de produtos químicos em busca de alívio.

Para preservar a saúde íntima, o recomendado é lavar a região genital externa apenas com água morna ou sabonetes suaves, preferencialmente neutros ou formulados para higiene íntima feminina, sem fragrâncias. A limpeza interna da vagina não é indicada, pois o órgão se autolimpa por meio de seus mecanismos fisiológicos. O uso de roupas íntimas de algodão e a troca diária das peças também colaboram para a manutenção de condições ideais.

Caso apareçam sintomas como corrimento amarelado, odor forte, coceira intensa ou ardência ao urinar, o ideal é procurar avaliação de um ginecologista. O acompanhamento profissional garante a definição precisa do quadro e a indicação de tratamentos adequados – sejam eles à base de probióticos, medicamentos antifúngicos ou antibióticos específicos para restaurar a flora vaginal e garantir o conforto íntimo.

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