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Biólogo atravessa a BR-230 em sete dias com UTV para mostrar realidade da estrada que liga Manaus ao resto do país

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Biólogo sorri dentro de UTV em trecho enlameado da BR-230 durante expedição pela Rodovia Transamazônica. (Foto: Instagram)

Um biólogo percorreu a rodovia BR-230 em apenas sete dias a bordo de um UTV, veículo utilitário off-road, com o objetivo de registrar e expor as condições reais do trecho que conecta Manaus ao restante do Brasil. Durante a travessia, enfrentou solos arenosos, trechos enlameados e pontos quase intransitáveis, evidenciando desafios frequentes para quem depende dessa via como principal elo viário na região Norte.
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O UTV (Utility Terrain Vehicle) utilizado pelo biólogo é projetado para terrenos acidentados, apresentando suspensão reforçada e tração nas quatro rodas. Diferente de modelos convencionais, esse tipo de veículo oferece cabine compacta, protegida por gaiola de segurança, e motorização capaz de enfrentar subidas íngremes e lamaçais. Seu uso é bastante comum em expedições científicas e operações de resgate, justamente pela capacidade de transpor obstáculos sem danificar tanto o terreno nativo.
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A BR-230, conhecida como Rodovia Transamazônica, foi idealizada nos anos 1970 com o intuito de integrar o Norte ao restante do país, estimulando o escoamento de produção agrícola e facilitando o acesso a bens e serviços. Em seus primeiros quilômetros, a estrada cruza áreas de floresta densa, rios e igarapés, o que exige constantes manutenções. Contudo, fatores como erosão, falta de pavimentação em longos trechos e oscilações climáticas severas comprometem a trafegabilidade e aumentam os custos logísticos.

Ao documentar cada estágio da viagem, o biólogo captou imagens de erosões profundas, pontos alagados que chegam a cobrir toda a pista e interrupções causadas pela lama, que se forma rapidamente em períodos de chuva. Esses registros servem como base para relatórios técnicos e propostas de intervenção em parceria com órgãos de infraestrutura e meio ambiente, ressaltando a urgência de melhorias viárias na Amazônia.

Além dos aspectos técnicos da estrada, a expedição evidenciou impactos indiretos, como o isolamento temporário de comunidades ribeirinhas que dependem da BR-230 para escoar madeira, pescado e produtos agrícolas. O constante desgaste da via provoca atrasos no transporte de alimentos e medicamentos, afetando diretamente a qualidade de vida de moradores locais.

A iniciativa do biólogo também destaca o papel de veículos especializados em estudos de campo e monitoramento ambiental. Com a popularização dos UTVs, pesquisadores ganham mobilidade para alcançar regiões remotas e coletar dados sobre biodiversidade, desmatamento e mudanças climáticas. A travessia pela BR-230 funciona como estudo de caso para avaliar não apenas a infraestrutura, mas também a interface entre desenvolvimento logístico e conservação ambiental na Amazônia.

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