
Vice-prefeito de São Paulo pede investigação sobre suposto esquema de “laranja” em contratos do Carnaval (Foto: Instagram)
Vice-prefeito de SP afirmou que as recentes revelações a respeito da suposta utilização de laranja em uma das empresas contratadas pela administração para organizar as festas de Carnaval atingem diretamente a credibilidade dos processos de contratação pública. De acordo com o vice-prefeito de SP, a suspeita, se comprovada, configura uma grave violação dos princípios de moralidade e transparência que devem nortear a gestão dos recursos destinados ao maior evento cultural da cidade. Ele enfatizou ainda que não se trata apenas de um eventual desvio financeiro, mas de uma afronta à confiança da população nos instrumentos de controle e fiscalização do município.
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Em declarações oficiais, o vice-prefeito de SP ressaltou a necessidade de instaurar imediatamente uma apuração detalhada sobre o caso, por meio de auditorias internas e cooperação com órgãos de controle externo. A empresa envolvida firmou contrato para fornecer serviços de produção de eventos, montagem de estruturas e logística durante os desfiles, mas levantou-se a suspeita de que a diretoria legal seria representada por terceiros sem efetivo poder decisório, característica típica de um esquema de “laranja”. Esse tipo de artifício pode mascarar a identidade dos verdadeiros beneficiários e favorecer o desvio indevido de verbas públicas.
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O uso de “laranjas” em contratos públicos não é um fenômeno isolado na administração municipal ou em outros níveis governamentais no Brasil. Em linhas gerais, trata-se de pessoas cujo nome constaria em documentos oficiais apenas para disfarçar quem são os verdadeiros controladores da empresa. Além de comprometer a lisura das licitações, essas práticas podem infringir legislações específicas, como a Lei de Licitações (Lei nº 8.666/1993) e normas anticorrupção, abrindo caminho para sanções administrativas, cíveis e até criminais. Estudos acadêmicos e relatórios de entidades fiscalizadoras apontam que mecanismos de compliance e due diligence são fundamentais para prevenir fraudes dessa natureza.
No contexto do Carnaval, evento de grande apelo popular e movimentação econômica expressiva, a contratação de empresas para infraestrutura e produção cultural envolve alto volume de recursos. A cidade de São Paulo mobiliza diferentes secretarias e órgãos municipais para promover shows, blocos de rua e desfiles, exigindo processos de compra e contratação extremamente criteriosos. Qualquer falha na seleção de fornecedores ou lacuna na verificação de documentos pode resultar em desperdício de dinheiro público e prejuízos à organização do evento, além de gerar insegurança jurídica e sanções posteriores.
Diante desse cenário, o vice-prefeito de SP defendeu que a Prefeitura adote medidas imediatas, como a revisão de contratos vigentes, o bloqueio de pagamentos até a conclusão das investigações e o encaminhamento de relatórios ao Tribunal de Contas do Município e ao Ministério Público. A expectativa é que a apuração colabore não só para identificar possíveis responsáveis, mas também para aprimorar os protocolos de fiscalização em futuras licitações. Por fim, o vice-prefeito de SP reafirmou o compromisso da gestão em garantir a transparência nas contratações e proteger os recursos públicos destinados à realização do Carnaval paulistano.


