
Estátua de cavalo vermelho celebra o período de paixões intensas segundo antiga lenda oriental. (Foto: Instagram)
Uma lenda oriental que atravessa séculos associa um período específico a paixões intensas e a desafios nos relacionamentos, sugerindo que, durante essa fase, emoções se intensificam e convivências podem se tornar mais conflituosas. Segundo essa tradição, forças naturais e astrais convergem para agitar sentimentos e testar vínculos afetivos, evocando histórias de amores arrebatadores e provações sentimentais que teriam se repetido ao longo das gerações.
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A origem dessa narrativa é frequentemente atribuída a antigas civilizações do Extremo Oriente, onde hábitos de observação da Lua, dos astros e das estações do ano desempenhavam papel central na vida cotidiana. Documentos e poemas medievais em línguas chinesa, japonesa e coreana mencionam, em registros orais e em pergaminhos, momentos de transição – seja entre estações ou fases lunares – que teriam impacto direto nas relações entre casais, amigos e familiares. Embora cada cultura apresente variações, o cerne da lenda permanece o mesmo: um intervalo de tempo carregado de energia que incita tanto o afeto quanto o conflito.
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Ao longo dos anos, escritores e mestres espirituais incorporaram essa lenda às suas obras, relacionando-a a símbolos como a flor de lótus, que se abre em momentos de grande luminosidade emocional, ou a borboleta, que emerge após um período de transformação. Segundo essas interpretações, a lenda também tem função pedagógica: alertar para o cuidado com as próprias paixões e a necessidade de diálogo para superar tensões. Em muitas regiões, festivais e celebrações anuais marcavam o fim desse período, com cerimônias que reforçavam a união entre casais e a reconciliação entre parentes.
Do ponto de vista psicológico, a crença na existência de um intervalo favorável a emoções extremas pode funcionar como uma profecia autorrealizável, em que pessoas ficam mais atentas a sinais de conflito ou atração, intensificando a experiência. Especialistas em comportamento relatam que, quando se espera um momento de “prova” nos relacionamentos, pequenos desentendimentos tendem a ser vistos com maior gravidade, enquanto gestos de carinho ganham contornos dramáticos. Esse fenômeno reforça a longevidade da lenda, pois perpetua seu poder de sugestão e mantém viva a tradição de observação de ciclos naturais para entender a vida emocional.
Na contemporaneidade, a lenda oriental continua presente em livros de autoajuda, workshops e até em aplicativos de astrologia e calendário lunar. Influenciadores digitais dedicam posts a alertar sobre a chegada desse período, indicando exercícios de meditação e práticas de comunicação não violenta para lidar com possíveis crises afetivas. Assim, a narrativa ancestral segue vigente, aproximando passado e presente, e lembrando que crenças culturais podem exercer influência real sobre a forma como percebemos e vivemos nossas relações.


