
Quatro anos de resistência ucraniana (Foto: Instagram)
Nesta terça-feira (24/2) completam-se quatro anos desde que a Rússia iniciou sua invasão à Ucrânia. O líder ucraniano Zelensky afirmou: “Ele não quebrou os ucranianos”, em referência à determinação do povo e às forças armadas de seu país, que mantêm firme resistência apesar dos múltiplos ataques e tentativas de ocupação de diversas regiões do território ucraniano.
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Desde o primeiro dia do conflito, em fevereiro de 2022, a comunidade internacional testemunhou uma das maiores crises de segurança europeia desde a Segunda Guerra Mundial. A ofensiva da Rússia desencadeou sanções econômicas sem precedentes contra Moscou, além de gerar intenso apoio militar, financeiro e humanitário à Ucrânia por parte de países da União Europeia, dos Estados Unidos e de outras nações ocidentais.
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Ao longo destes quatro anos, a Rússia mobilizou tropas terrestres, unidades de artilharia e mísseis de longo alcance para pressionar as principais cidades ucranianas, enquanto o governo de Volodymyr Zelensky buscava reforçar a coesão interna e atrair mais recursos internacionais. O presidente Zelensky intensificou seus apelos por novos lotes de armamentos antitanque, sistemas de defesa aérea e pacotes de ajuda financeira destinados à reconstrução de infraestruturas devastadas.
Além do aspecto militar, o conflito provocou uma grave crise humanitária: milhões de civis deslocaram-se para partes mais seguras da Ucrânia ou tornaram-se refugiados em países vizinhos. Cidades inteiras sofreram com cortes de energia, suprimentos de água interrompidos e destruição de escolas e hospitais. A despeito desse cenário, a sociedade ucraniana manteve iniciativas de solidariedade, abrigando famílias vulneráveis e garantindo o mínimo de serviços sociais em áreas afetadas.
Em resposta aos esforços de reconstrução, o Conselho da Europa e o Banco Mundial aprovaram planos de financiamento para restaurar estradas, portos e linhas de transmissão de energia. Zelensky declarou que a reconstrução não visa apenas a restauração física, mas também a consolidação de um modelo de governança transparente e fortalecimento de instituições democráticas, temas que ganharam urgência desde o início da guerra.
Enquanto se aproxima o quinto ano do conflito, o presidente Zelensky reforça a mensagem de que a Ucrânia permanece unida e determinada a retomar o controle total de seu território. As perspectivas de um cessar-fogo negociado ainda enfrentam impasses políticos, mas o apoio de aliados ocidentais segue sendo um fator chave para Moscou avaliar custos e benefícios de eventual ampliação ou abandono das operações militares.


