
Sócio do bar Ministrão ouvido na CPI do Metanol (Foto: Instagram)
O Sócio do Ministrão será ouvido na CPI do Metanol na próxima terça-feira (24/2), em Brasília, para prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias que motivaram a interdição de um dos estabelecimentos associados ao grupo. Segundo autoridades sanitárias, o local foi interditado após uma cliente relatar sintomas compatíveis com intoxicação por consumo de bebida potencialmente adulterada. A convocação para depor faz parte das diligências instauradas pela comissão para averiguar possíveis práticas irregulares envolvendo metanol em produtos comercializados.
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A audiência pública da CPI do Metanol está marcada para as 10h e contará com a presença de parlamentares de diferentes partidos, que poderão questionar o Sócio do Ministrão sobre os protocolos de controle de qualidade adotados no estabelecimento interditado. Integrantes da comissão antecipam que serão apresentados laudos periciais e relatórios de fiscalização da vigilância sanitária. A expectativa é que o depoimento contribua para mapear a cadeia de produção, distribuição e venda de bebidas alcoólicas que contenham metanol acima dos limites permitidos pela legislação.
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O metanol, conhecido também como álcool metílico, é uma substância química altamente tóxica quando ingerida, capaz de causar desde cefaleia, náusea e vômitos até comprometimento visual e falência de órgãos em casos mais graves. Por isso, sua presença acima de 2% em bebidas destiladas é expressamente proibida pelos órgãos de vigilância sanitária no Brasil. Estudos apontam que a contaminação pode ocorrer por destilação inadequada, adição intencional para aumento de teor alcoólico ou falhas no processo de monitoramento laboratorial.
Em razão destes riscos, a interdição preventiva de estabelecimentos suspeitos é uma medida adotada para proteger a saúde pública. O Sócio do Ministrão terá de explicar quais etapas de análise de amostras foram realizadas e se houve parceria com laboratórios credenciados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Também deverá detalhar quais procedimentos internos foram interrompidos após a identificação da suposta contaminação por metanol.
A CPI do Metanol foi instaurada no início do mês com o objetivo de apurar episódios de intoxicação em diferentes Estados e verificar falhas na legislação ou na fiscalização sanitária. Além do depoimento do Sócio do Ministrão, estão previstas oitivas de representantes da vigilância sanitária estadual, especialistas em toxicologia e donos de outros estabelecimentos investigados. O relatório final da comissão servirá de base para eventuais projetos de lei que reforcem o controle de qualidade na produção de bebidas alcoólicas.
Após a oitiva, os membros da CPI do Metanol devem analisar os documentos entregues pelo Sócio do Ministrão e decidir se recomendam indiciamentos ou sanções administrativas. Espera-se também que as informações ajudem a definir cronograma de fiscalizações em larga escala e a adoção de novas técnicas de detecção rápida de metanol em pontos de venda. A conclusão dos trabalhos está prevista para o segundo semestre, quando o colegiado apresentará suas conclusões ao plenário do Senado.


