
Bombeiros embarcam cão de resgate em avião para atendimento às vítimas de enchentes em Minas Gerais (Foto: Instagram)
Bombeiros de várias cidades de Minas Gerais foram mobilizados para operações de salvamento e apoio emergencial nas áreas atingidas pela forte chuva. A atuação concentrada em Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa tem envolvido equipes especializadas em busca por vítimas, remoção de entulhos e restabelecimento de acessos comprometidos. As chuvas contínuas nos últimos dias provocaram alagamentos de ruas, deslizamentos de encostas e interrupção de trechos rodoviários, dificultando o fluxo de veículos de socorro. Além do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, voluntários e equipes da Defesa Civil se juntaram para prestar atendimento imediato e transportar moradores isolados. A integração entre diferentes núcleos operacionais tem sido fundamental para minimizar riscos e agilizar a resposta em socorro às famílias afetadas.
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O padrão atmosférico que gerou as precipitações intensas foi associado a um sistema de baixa pressão estacionado sobre a região Sudeste do Brasil. Meteorologistas apontam que a combinação entre temperaturas elevadas e umidade intensa favoreceu a formação de nuvens carregadas, responsáveis pelas pancadas fortes e contínuas. A instabilidade se manteve nos últimos dias, com acumulados pluviométricos que superaram a média histórica para o mês na zona da Mata mineira. Previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) indicam que as chuvas podem persistir, o que demanda atenção redobrada das autoridades locais. A Defesa Civil reforçou orientações sobre pontos de reunião em caso de evacuação e sobre as vias alternativas menos suscetíveis a alagamentos.
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Historicamente, Minas Gerais já enfrentou episódios graves de enchentes e deslizamentos, especialmente na região da Zona da Mata e no Vale do Rio Doce. Em anos anteriores, trechos de rodovias estaduais foram interditados após barragens de contenção romperem ou sofrerem infiltrações, comprometendo encostas e gerando colapsos em áreas residenciais. A topografia acidentada e a ocupação irregular de encostas reforçam o risco de enxurradas e movimentos de massa durante chuvas intensas. Por conta dessas características, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais mantém um plano de contingência contínuo para atendimento a desastres naturais, aprimorando treinamentos e reforçando a compra de equipamentos de salvamento. O engajamento entre órgãos federais, estaduais e municipais fortalece a estratégia de prevenção e de respostas rápidas.
Em Juiz de Fora, o Rio Paraibuna voltou a transbordar em pontos críticos, provocando inundações que atingiram bairros próximos às margens. As equipes dos bombeiros realizaram o monitoramento de barragens no entorno urbano e empregaram botes infláveis para auxiliar na remoção de pessoas que ficaram encurraladas em residências. Equipes de reconhecimento fizeram avaliações em tempo real para mapear áreas de risco, permitindo que sirenes de alerta fossem acionadas antes dos picos de cheia. A prefeitura local também mobilizou caminhões-pipa para drenar vias alagadas e restabelecer o tráfego. Essas ações têm o objetivo de reduzir prejuízos materiais e preservar a integridade física dos moradores.
Em Ubá e Matias Barbosa, municípios de porte médio com relevo de serra, as chuvas intensificaram erosões em trilhas rurais e afetaram pontes estreitas de ligação entre distritos. Bombeiros de diversas companhias realizaram reforço em acessos secundários e distribuíram kits de primeiros socorros às famílias que tiveram as residências parcialmente isoladas. As equipes contaram com o apoio de tratores da prefeitura para remover pedaços de árvores caídas e aterros deslizantes. O acompanhamento das condições do solo e das camadas superficiais tornou-se rotina, uma vez que o Município registrou aumento de deslizamentos em áreas de encosta nos últimos anos.
A atuação dos bombeiros concentra-se ainda na orientação sobre medidas preventivas e no uso de aplicativos de alerta em celulares, que informam níveis de chuva e possíveis evacuações. Equipes especializadas em resgate com cordas estão de prontidão para atender chamados em regiões de difícil acesso. O trabalho integrado com a Polícia Militar e com voluntários locais reforça a capacidade de resposta imediata a novos incidentes. Enquanto a chuva não dá trégua, moradores seguem colaborando com a distribuição de suprimentos e acampamentos provisórios, sob coordenação dos bombeiros e da Defesa Civil. Essa articulação busca reduzir o impacto da tragédia e garantir que as comunidades de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa recebam suporte contínuo até a normalização das condições meteorológicas.


