Em “Três Graças”, Cristiano (Davi Luis Flores), filho de Alaíde (Juliana Alves) e Rivaldo (Augusto Madeira), exibe comportamentos que sugerem autismo na infância, despertando a atenção de Zenilda (Andréia Horta).
++ Aprenda a usar IA para criar novos negócios e gerar renda passiva
Tudo tem início quando Cristiano demonstra dificuldade em lidar com pequenas frustrações. Em uma cena marcante, o garoto trava ao usar o celular, entra em desespero ao ver o aparelho sem resposta e reage de forma intensa: derruba objetos pela casa, perde o controle emocional e sai correndo para a rua, chorando por causa do telefone quebrado.
++ Três técnicos de enfermagem são presos após suspeita de assassinatos em série na UTI
Sensível às dificuldades de Cristiano, Zenilda (Andréia Horta) percebe que aquele não é um simples episódio de mau comportamento e aconselha Alaíde e Rivaldo a buscarem avaliação profissional. Seguindo sua orientação, o casal procura um neuropediatra, que confirma o diagnóstico de transtorno do espectro autista (TEA) em Cristiano.
A trama acompanha a reação da família ao receber a notícia. Rivaldo (Augusto Madeira) emociona-se ao entender que, ao invés de repressão, o filho precisa de acolhimento e acompanhamento especializado. Juliana Alves, que interpreta Alaíde, demonstra o choque e a superação dos pais diante dos novos desafios.
O transtorno do espectro autista (TEA) é uma condição neurobiológica que afeta principalmente a forma de comunicação, as interações sociais e a sensibilidade aos estímulos. Sinais como dificuldade em regular emoções, respostas intensas a variações sensoriais e padrões de comportamento restritos costumam surgir antes dos três anos de idade. O diagnóstico precoce, geralmente realizado por meio de avaliações multidisciplinares, é fundamental para oferecer intervenções comportamentais, terapias ocupacionais e apoio educacional adequados.
Ao inserir o diagnóstico de Cristiano em um contexto doméstico e realista, “Três Graças” contribui para o debate sobre saúde mental infantil e neurodiversidade. A novela evita caricaturas ao retratar crises sensoriais e emoções à flor da pele como parte de um percurso de aprendizado para toda a família. Essa abordagem pode auxiliar espectadores que vivenciam situações similares a reconhecer precocemente os sinais e buscar orientação profissional.
Mais do que um conflito dramático, a passagem de Cristiano torna-se um arco narrativo relevante na reta final de “Três Graças”, ultrapassando a ficção e refletindo a realidade de muitas famílias brasileiras. Davi Luis Flores, Juliana Alves, Augusto Madeira e Andréia Horta reforçam, por meio de suas interpretações, a importância de acolher e informar, ampliando a visibilidade sobre o autismo infantil.












