
Suspeito lambe dedos da vítima para remover aliança em assalto relâmpago (Foto: Instagram)
O suspeito, mesmo de capacete, lambeu os dedos da vítima para facilitar a retirada da aliança, que escorregou logo em seguida, conforme a descrição do crime. Segundo relatos, a ação ocorreu em momento de distração da pessoa abordada, permitindo ao suspeito acesso mais rápido ao objeto de valor. A manobra incomum chamou a atenção pelas consequências: além da perda imediata da joia, houve choque da vítima diante da atitude inesperada de contato com respingos de saliva.
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Iniciativas como essa não são inéditas no universo de furtos e roubos de joias: o uso de saliva ou substâncias lubrificantes para afrouxar anéis tem sido documentado em casos anteriores. Especialistas em segurança pública alertam que criminosos buscam técnicas que causem o menor tempo de exposição possível, reduzindo o risco de reação ou intervenção de transeuntes. A retirada rápida e silenciosa do acessório aumenta as chances de êxito na fuga.
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A técnica de lamber os dedos para remover anéis baseia-se na propriedade da saliva de reduzir o atrito entre a pele e o metal. Ao aplicar a umidade diretamente nas áreas ao redor da joia, o suspeito cria um filme escorregadio que acelera o deslizamento do anel. Embora simples, o método exige certo cuidado para não deixar resíduos que possam ser vinculados ao autor do crime, sobretudo em ambientes onde há gravações de câmeras ou testemunhas próximas.
Historicamente, aliança e anéis de ouro figuram entre os principais alvos de ladrões em razão da facilidade de revenda e transporte. Esses objetos combinam valor intrínseco com tamanho reduzido, tornando-se preferenciais para furtos ágeis, muitas vezes em locais públicos e com grande fluxo de pessoas. As autoridades recomendam que proprietários de joias utilizem sensores de segurança ou evitem ostentá-las em áreas conhecidas por alta incidência de crimes patrimoniais.
Do ponto de vista forense, a presença de saliva pode ser útil às investigações policiais, já que abriga vestígios de DNA e possíveis agentes patogênicos. Apesar de o autor do crime buscar minimizar vestígios, profissionais de perícia podem localizar amostras em superfícies metálicas ou cutâneas. Esse tipo de evidência faz parte do arsenal técnico utilizado em laboratórios para conectar suspeitos a objetos subtraídos durante ações criminosas.
Especialistas em segurança pessoal recomendam precauções simples, como lavar imediatamente as mãos após contato suspeito, evitar exposição desnecessária de joias valiosas e recorrer a bolsas ou compartimentos internos para transporte de anéis. Em última instância, a prevenção e o uso de equipamentos de vigilância, tais como câmeras e alertas em pontos turísticos e comerciais, podem dissuadir ações dessa natureza, contribuindo para a redução de furtos e roubos envolvendo objetos pessoais.


