O clube português informou que cinco sócios-torcedores do Benfica foram suspensos após supostos atos racistas contra Vinícius Júnior durante a primeira partida dos playoffs da UEFA Champions League, realizada em 17 de fevereiro no Estádio da Luz, em Lisboa. A instituição justificou a medida afirmando que tais comportamentos violam os princípios do clube e são considerados “incompatíveis com os valores do time”, exigindo ação imediata diante das acusações.
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Segundo comunicado oficial do Benfica, os envolvidos enfrentarão uma investigação disciplinar interna, com possibilidade de expulsão definitiva do estádio, caso sejam confirmadas as condutas discriminatórias. O procedimento interno segue o protocolo definido por entidades esportivas para coibir manifestações de ódio, seja racial ou de outra natureza, em competições oficiais.
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Os insultos teriam acontecido logo após Vinícius Júnior balançar as redes e comemorar o gol realizando uma dança próxima à bandeirinha de escanteio, em um setor ocupado pela torcida da casa. A cena gerou reação imediata: alguns jogadores do Benfica se dirigiram ao brasileiro em busca de esclarecimentos, resultando na aplicação de cartão amarelo ao atacante do Real Madrid, conforme as regras de conduta em campo.
Momentos depois, Vinícius Júnior denunciou ter sido chamado de “macaco” por Gianluca Prestianni, jovem atacante do Benfica, que teria tampado o rosto ao proferir a ofensa. Em resposta às alegações, o clube comunicou que o atleta também está sujeito às normas internacionais e internas, além de ter sua conduta averiguada pelas autoridades esportivas.
O caso está sob a jurisdição da UEFA, que procedeu à suspensão preventiva de Gianluca Prestianni até a conclusão das apurações. Se for comprovado o ato racista, o atacante poderá ser penalizado com ao menos 10 jogos de suspensão, segundo o regulamento que prevê punições rígidas para discriminação em competições continentais.
A iniciativa do Benfica de coibir manifestações discriminatórias reforça o compromisso das equipes e das organizações com a erradicação do racismo no esporte. A UEFA, há anos, intensificou campanhas de conscientização e endureceu sanções, reconhecendo que episódios como este ameaçam a integridade das competições e o princípio de igualdade previsto em seu regulamento disciplinar.
A Champions League, principal torneio de clubes da Europa, reúne times de elite e reforça a visibilidade para episódios de intolerância. No Estádio da Luz, casa do Benfica desde 2003, situações de discriminação recebem atenção redobrada da imprensa e das autoridades, reforçando que práticas racistas afrontam o fair play e o respeito mútuo no futebol.


