
Viatura da Polícia Civil durante investigação de estelionato amoroso (Foto: Instagram)
O falso militar deu golpe do “estelionato amoroso” contra diversas mulheres em várias regiões do país e causou prejuízo estimado em R$ 500 mil. As vítimas relatam ter sido seduzidas por mensagens e ligações que afirmavam tratar-se de um oficial das Forças Armadas em missão, interessado em relacionamento sério. Ao longo de semanas ou meses de contato, o golpista solicitava empréstimos, custeio de despesas médicas e até supostos pagamentos de impostos para viabilizar viagens, sem jamais cumprir promessas ou devolver valores.
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O falso militar se apresentava por meio de perfis falsos em redes sociais e aplicativos de relacionamento. Em muitos casos, usava fotografias de terceiros, uniformes militares e histórias de operações no exterior para ganhar confiança. Depois de estabelecer forte vínculo emocional, pediam transferências bancárias ou compras de cartões-presente como forma de “ajuda urgente”. As vítimas, pressionadas pelo prazo curto e pelo temor de prejudicar o suposto oficial, acabavam efetuando os pagamentos.
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O estelionato amoroso, previsto no Código Penal (artigo 171), tipifica como crime a obtenção de vantagem ilícita em prejuízo alheio, mediante artifício, ardil ou outro meio fraudulento. A modalidade que envolve relações sentimentais tem se multiplicado nos últimos anos, impulsionada pela facilidade de contato remoto e pelo crescente isolamento social. Especialistas em segurança digital destacam que, apesar de não haver legislação específica para o “estelionato amoroso”, a pena pode variar de um a cinco anos de reclusão, além de multa, conforme a gravidade e o valor desviado.
Desde que as primeiras vítimas formalizaram boletins de ocorrência, a Polícia Civil instaurou inquérito para rastrear transferências e perfis utilizados nas comunicações. O falso militar deixou rastros em diferentes bancos, intermediários de pagamentos e operadoras de telefonia. Embora o autor ainda não tenha sido capturado, as investigações avançam por meio de cooperação com instituições financeiras e empresas de internet, na tentativa de bloquear contas e telefones ligados às fraudes.
O caso alerta para a necessidade de checagem de informações pessoais e profissionais antes de realizar qualquer transação financeira. Especialistas recomendam confirmar a identidade por videoconferência ou documentos oficiais, desconfiar de pedidos urgentes de dinheiro e evitar compartilhar dados sensíveis em conversas online. Em situações de dúvida, registrar ocorrência policial e procurar orientação de defesa do consumidor ou de delegacias especializadas em crimes cibernéticos é fundamental para reduzir riscos e impedir que mais pessoas sofram prejuízos semelhantes.


