
Lindbergh Farias critica prisão domiciliar de Bolsonaro: “cadeia para os pobres e impunidade para os ricos” (Foto: Instagram)
O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), manifestou-se contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro por um período inicial de 90 dias.
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Lindbergh criticou a medida, afirmando que ela demonstra uma situação de “cadeia para os pobres e impunidade para os ricos”. O deputado expressou suas opiniões nas redes sociais, destacando que Bolsonaro já estava em uma unidade com estrutura adequada, tornando a flexibilização desnecessária.
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Ele apontou que o caso revela o funcionamento seletivo do sistema penal, onde Bolsonaro já se encontrava em condições adequadas, mas ainda assim houve pressão política por um tratamento mais brando.
O deputado também criticou a postura histórica da família Bolsonaro em relação ao sistema penal, alegando que sempre defenderam penas severas para os pobres, mas agora fazem um "carnaval" quando a situação atinge um deles.
Na visão de Lindbergh, o caso evidencia uma “justiça de classe”, onde pessoas com menos recursos enfrentam punições mais severas, enquanto réus com mais poder político e econômico recebem tratamento diferenciado.
Por fim, o deputado questionou se a decisão abriria precedentes para outros casos, perguntando se presos com mais de 70 anos, doentes e vulneráveis também teriam direito à prisão domiciliar.
Jair Bolsonaro está internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma broncopneumonia desde o dia 13 de março.
A prisão domiciliar foi autorizada por Alexandre de Moraes nesta terça-feira, com um prazo inicial de 90 dias. O alvará de soltura foi expedido logo após a decisão, permitindo que Bolsonaro continue o tratamento em casa, caso receba autorização médica.
A decisão inclui medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica e restrição de visitas de aliados políticos, para evitar riscos à saúde durante o tratamento.
O parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi favorável ao pedido da defesa para que o ex-presidente cumprisse prisão domiciliar humanitária, considerando que a saúde de Bolsonaro "demanda atenção constante".


