
Antonio de Rueda (União Brasil) e Ciro Nogueira (Progressistas) oficializam a federação União Progressista (Foto: Instagram)
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu seu aval, de forma unânime, na manhã desta quinta-feira (26/3), para a criação da federação partidária União Progressista, composta por União Brasil e PP. Esta aliança estará em vigor já nas eleições de 2026.
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A ministra Estela Aranha, relatora do pedido de registro da federação, destacou que os partidos cumpriram "todos os requisitos formais". "Isso impõe a homologação do pedido formulado", afirmou.
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Os ministros da Corte Eleitoral decidiram, no entanto, que ajustes devem ser feitos no estatuto da federação. União Brasil e PP precisarão corrigir dois pontos que entram em conflito com decisões do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF): um que permite a recondução infinita de dirigentes e outro que pode permitir a intervenção do comando nacional em direções locais sem ampla defesa.
Com a aprovação do TSE, a federação União Progressista se consolida como a maior força partidária nas eleições de outubro. As legendas estimam que poderão ter acesso a cerca de R$ 900 milhões do fundo público para financiamento de campanhas — o chamado fundo eleitoral.
A aliança também contará com a segunda maior bancada na Câmara, ficando atrás apenas do PL — que conseguiu 106 deputados federais durante a janela partidária. Além disso, reunirá uma das maiores composições no Senado e cerca de 1,3 mil prefeitos em todo o país, superando o PSD, que possui 877.
Pelas normas eleitorais, a federação partidária deverá durar, no mínimo, quatro anos. Caso os partidos decidam sair antes desse período, poderão sofrer penalidades.
As federações são um tipo de aliança que une duas ou mais siglas. As regras exigem que os partidos ajam como um só, o que impõe uma coordenação nas campanhas eleitorais: a federação deve decidir conjuntamente as candidaturas.
ELEIÇÕES E COMANDO
O estatuto da federação determina que, neste ano, as candidaturas para presidente e vice-presidente serão definidas pela direção nacional da federação. Qualquer coligação com outra candidatura também precisará ser aprovada pelo comando nacional.
De acordo com o documento, entre 2026 e 2029, Antonio de Rueda, presidente do União Brasil, assumirá a presidência da federação. Ciro Nogueira, líder do PP, será o vice-presidente do grupo.
“Essa federação surge após um longo período de conversas e discussões pautadas pelo espírito de sempre, que é oferecer aos brasileiros os melhores projetos e os mais qualificados quadros. Agora, formalmente autorizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, é hora de começarmos a concretizar tudo aquilo que planejamos: fazer o Brasil se desenvolver e gerar dignidade aos brasileiros”, declarou Rueda.


