
Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprova reajuste de 5,4% para servidores estaduais (Foto: Instagram)
O projeto que concede aumento salarial aos servidores públicos de Minas Gerais foi aprovado em segundo turno na tarde desta quinta-feira (26/3) pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O texto prevê uma revisão geral de 5,4%, com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2026, para os funcionários do Executivo estadual.
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A votação ocorreu sob pressão para que a proposta fosse aprovada antes do prazo de 4 de abril, data limite estabelecida pela legislação eleitoral. De acordo com a regra, governos não podem conceder aumentos salariais a servidores públicos nos 180 dias que antecedem as eleições, exceto em casos de recomposição inflacionária.
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No início da semana, o projeto foi aprovado em primeiro turno e, nos dias seguintes, passou pelas comissões da Casa até ser levado à votação final em plenário. Com a aprovação em segundo turno, o texto segue agora para sanção do governador Mateus Simões (PSD) e posterior publicação para que entre em vigor.
PERCENTUAIS POR CATEGORIA
O aumento de 5,4% será aplicado de forma linear à maioria dos servidores do Executivo mineiro. No entanto, algumas categorias têm regras específicas ou reivindicam percentuais diferentes.
Para os servidores do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o reajuste será de 5,53%, com efeitos retroativos a 1º de maio de 2025. No Ministério Público de Minas Gerais, o índice é o mesmo, também retroativo a maio do ano passado.
Já os servidores do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais terão um reajuste de 10,94%, percentual que leva em conta a inflação acumulada entre 2024 e 2025.
Os reajustes foram propostos ainda na gestão do ex-governador Romeu Zema (Novo), que deixou o cargo no último fim de semana para disputar a Presidência da República.
INSATISFAÇÃO CONTINUA
Mesmo com a previsão de aprovação do reajuste, o clima entre os servidores não era de comemoração. Entidades sindicais mobilizaram categorias ao longo da semana e criticaram o percentual de 5,4%, considerado insuficiente para repor as perdas acumuladas nos últimos anos.
A insatisfação foi levada às ruas. Servidores realizaram uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa de Minas, durante a transição de governo entre Zema e Mateus.
No protesto, os manifestantes exibiram cartazes com críticas diretas à gestão estadual, incluindo frases como: “Zema + Simões é igual trem desgovernado”.
Apesar da aprovação do projeto, sindicatos afirmam que a mobilização deve continuar, com cobrança por reajustes mais amplos e reestruturação de carreiras.


