
Deputado Alfredo Gaspar nega acusações de estupro de vulnerável durante sessão da CPMI do INSS (Foto: Instagram)
Lideranças do PT consideraram um erro a decisão do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) de tornar pública, na sexta-feira (27/3), a acusação contra o relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), por suposto estupro de vulnerável.
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Segundo petistas, o momento escolhido para a denúncia foi inadequado. Eles argumentam que as evidências já circulavam há algum tempo e deveriam ter sido abordadas com mais cautela, não no encerramento da CPMI.
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Do modo como Lindbergh agiu, dizem os petistas, a denúncia pareceu uma tentativa de desviar a atenção do relatório final de Gaspar. Além disso, ela enfraqueceu o próprio relatório alternativo apresentado por governistas.
LINDBERGH RESPONDE
Em resposta, Lindbergh destacou a seriedade das acusações contra Gaspar. Ele afirmou que não seria correto omitir a informação, apesar da importância da sessão final da CPMI do INSS. As provas, segundo ele, são substanciais e devem ser investigadas pela Polícia Federal.
“Gaspar ficou abalado porque sabe que é verdade. A Polícia Federal vai tratar do caso”, disse Lindbergh.
A DENÚNCIA DE LINDBERGH
Lindbergh trouxe à tona a acusação durante um desentendimento com o relator na sessão da CPMI. Após o episódio, ele convocou uma coletiva de imprensa e informou ter registrado uma notícia-fato na Polícia Federal sobre o caso.
Apenas a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) acompanhou Lindbergh na coletiva. Ela também teria recebido as denúncias, mas optou por aguardar antes de divulgá-las. Nenhum outro parlamentar do PT esteve presente.
O QUE DIZ O RELATOR
Gaspar aproveitou o término da leitura de seu relatório para se defender das acusações de Lindbergh. Ele negou ter tido qualquer relação extraconjugal, especialmente com uma menor de idade, e afirmou que a situação era diferente.
Gaspar explicou que a criança mencionada por Lindbergh seria fruto de um relacionamento entre um primo seu, ainda menor de idade, e outra adolescente. Ele afirmou que só descobriu a existência da criança há alguns anos.
Conforme a explicação de Gaspar, o primo auxilia financeiramente a família. O relator afirmou que a criança mencionada por Lindbergh seria, na verdade, uma neta do primo, e não filha de um relacionamento direto.
Petistas, no entanto, sustentam que o caso é outro. Lindbergh afirma ter registros de conversas entre Gaspar e a família da criança, material que já foi entregue à Polícia Federal.


