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Brasil registra aumento de 22,7 milhões de inadimplentes em uma década

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Calculadora, contas atrasadas e cédulas de R$ 50 simbolizam o aumento da inadimplência no Brasil. (Foto: Instagram)

O Brasil viu um acréscimo de 22,7 milhões no número de inadimplentes nos últimos dez anos, segundo dados da Serasa divulgados na semana passada. O crescimento do endividamento e da inadimplência no país tem sido notável, chamando a atenção até mesmo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem abordado o tema em suas declarações recentes.

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Na semana passada, a Serasa apresentou o relatório "Mapa da Inadimplência do Brasil: 10 anos", que traz dados de 2016 a 2026. Durante esse período, o número de pessoas endividadas subiu de 59 milhões para 81,7 milhões, um aumento de 38,47%, enquanto a população geral cresceu de 206 milhões para 213,4 milhões, um aumento de apenas 3,7%.

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A dívida dos inadimplentes está distribuída da seguinte forma: bancos e financeiras respondem por 47,1%, contas básicas por 21,4%, serviços por 11,6%, varejo por 8,2%, outros por 6,8% e telefonia por 4,9%.

Outro ponto destacado no Mapa é que 42% dos brasileiros inadimplentes já enfrentavam restrições há 10 anos, ou seja, estavam com nome negativado. Durante o período analisado, houve uma mudança significativa na origem das dívidas. Bancos e financeiras, que antes representavam 32,7% das dívidas, agora são responsáveis por 47,1%. As contas básicas também ganharam destaque.

O Banco Central (BC) também monitora o endividamento e a inadimplência. Em fevereiro, foi divulgado que o endividamento das famílias atingiu 49,7% no final de 2025, um aumento de 1,3 ponto percentual em 12 meses. O comprometimento da renda das famílias subiu para 29,2% em 2025.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, afirmou na última sexta-feira (26/3) que os cartões de crédito são uma preocupação em relação à inadimplência. “A maior parte da inadimplência está relacionada com o cartão de crédito e com o rotativo”, disse ele. Os cartões de crédito cobram juros no rotativo que variam de 45,5% a 1.216,55% ao ano. Galípolo destacou que cerca de 100 milhões de brasileiros estão sujeitos a esses juros elevados em caso de inadimplência.

Na terça-feira (24/3), o presidente Lula expressou preocupação com o endividamento das famílias brasileiras, apesar do menor desemprego e do aumento da massa salarial. Ele questionou a relação entre esses fatores e o aumento da inadimplência. “Há uma contradição na economia: o desemprego é o menor da história, o crescimento da massa salarial é o maior, mas a percepção é de que a sociedade está endividada. Quero entender essas dívidas”, afirmou o presidente.

No dia seguinte, em Anápolis, durante a reinauguração de uma linha de produção, Lula voltou a abordar o tema, afirmando que o governo busca uma solução para aliviar a angústia da sociedade. “Estamos tentando encontrar uma saída para melhorar a situação e fazer com que as pessoas se sintam aliviadas. Não é uma tarefa fácil”, concluiu.

Na sexta-feira, Galípolo negou que o Banco Central planeje intervir nos juros praticados pelas instituições financeiras, mas expressou preocupação com o tema. Ele explicou que o governo poderia atuar de outras formas, mas que isso não caberia à autoridade monetária. “O BC está analisando uma discussão estrutural sobre como produzir normas e arranjos mais saudáveis para o consumo de crédito”, explicou.

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