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Lucas Queiroga fala sobre desafios da carreira de ator, poeta e músico

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Quem vê Lucas Queiroga, conhecido como Lukete nas redes sociais, interpretando Ciço em “A Nobreza do Amor”, pode não imaginar que ele também é poeta e músico. Aos 35 anos, o artista equilibra suas diversas habilidades criativas enquanto se divide entre o Rio de Janeiro e a Paraíba, onde vivem seus familiares e a namorada, Giselle.

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Em uma conversa exclusiva com a coluna de Fábia Oliveira, o ator compartilhou como consegue se dedicar aos seus projetos de trabalho e falou sobre os desafios de sua vida profissional. Além disso, ele explicou como mantém um relacionamento à distância.

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Você está de volta às novelas com “A Nobreza do Amor”. O que esse retorno significa para você após um tempo dedicado ao teatro e projetos autorais?
É um momento de grande celebração. Eu me alimentei do calor do público brasileiro com minha poesia e com os filmes que fiz na Paraíba e no Rio Grande do Norte. Agora, chego em “A Nobreza do Amor” com uma bagagem emocional imensa e renovada. Estar de volta a uma superprodução desse porte me traz um entusiasmo indescritível. É um cenário de sonho, mas acima de tudo, é onde sinto que minha arte transborda. Estou muito feliz e pronto para dar tudo de mim neste novo capítulo!

Seu personagem, Ciço, combina humor, sensibilidade e certa ambiguidade. Como foi o processo de construção dele?
Ciço me trouxe um grande desafio, que foi aprender a tocar sanfona, um instrumento que eu nunca havia tocado antes. Foi grandioso e assustador. No entanto, um ator vive disso e recebe muitos presentes de seus personagens. Terminar uma novela aprendendo um novo instrumento é incrível para um artista. Busquei grandes referências, como Luiz Gonzaga, que além de cantar e tocar sanfona, contava “causos”, era engraçado e espirituoso. O personagem de Ciço carrega muito do humor e da sabedoria nordestina. Eu vejo nele o Chicó, o João Grilo, e foi com essas referências que construí o Ciço, junto com meu lado espirituoso, do improviso e, principalmente, meu amor pela linguagem nordestina, o sotaque, as gírias, que são temperos para Ciço.

Tem outros projetos paralelos à novela ou a dedicação é exclusiva?
Tenho um show de poesia chamado “A Rima Me Deu Rumo”, mas a prioridade é a novela, e estou totalmente focado nisso. Entre uma brecha e outra, apresento o show. Mantê-lo vivo me preenche muito. Também faço uma palestra sobre vocação e propósito, onde conto minha experiência de ter deixado a engenharia ambiental para ser artista aos 28 anos. Falo isso para provocar as pessoas a buscarem suas vocações. Tenho músicas para lançar, um xote com Vitória Rodrigues, minha amiga alagoana que também está na novela. Estou gravando um EP com Caramuru, meu parceiro pernambucano, e devo lançar mais músicas até o final do ano. Também estou escrevendo uma peça com meu amigo César Ferrario, planejada para depois da novela.

Depois do sucesso como repentista em “Mar do Sertão” e “No Rancho Fundo”, você sente que o público te associa muito a esse universo nordestino? Isso te limita ou te fortalece?
Sim, sinto que todos me associam ao nordestino, mas não acho que isso me limita, pois é o meu propósito. Acho que me fortalece. Tenho essa veia mais forte, mais pulsante. Meu show de poesia tem isso, e minhas músicas, mesmo misturando o contemporâneo e ouvindo de tudo, como Rap e MPB, têm muita influência do repente, do forró. Sou muito eclético, mas tudo o que faço tem meu sotaque, minha linguagem, e eu gosto disso, pois é o meu natural. Quero que meu lado nordestino sempre se fortaleça.

Você transita entre atuação, música e poesia. Existe uma linguagem que te define mais hoje?
A música, a atuação e a poesia me completam. Carregarei isso sempre. Claro que surgirão personagens que não estarão associados a isso, e quero que isso aconteça, mas sempre estarei escrevendo poesia e fazendo música de forma independente. Então, carrego tudo ao mesmo tempo, isso faz parte de mim. Sou aberto a criar arte e quero ser surpreendido por ela sempre.

Sua trajetória está bastante ligada à cultura nordestina e ao cordel. Qual é a responsabilidade de levar essa identidade para a TV aberta?
A responsabilidade de carregar essa bandeira do Nordeste, do cordel, da poesia, do repente, é muito importante. Em tempos em que tudo está se universalizando, as crianças estão com “sotaques de YouTube”, de redes sociais, perdendo suas origens pela linguagem e pela fala, quero, sim, ser parte desse fogo aceso. Sei da importância disso e sou feliz por fazer a minha parte.

Você acredita que o Brasil está valorizando mais a cultura popular nordestina atualmente?
Acredito que o Brasil é encantado por tudo que é dele, mesmo que ainda falte uma denominação, uma valorização, um estudo, um entendimento para que seja divulgado e explorado de uma melhor forma. O Nordeste sempre foi forte na cultura, sempre esteve presente em todos os lugares, e acho que sempre está mostrando o quão interessante somos. Por isso, está sempre em alta.

Como foi voltar ao ritmo intenso de gravações de novela?
Muito bom estar novamente em uma superprodução, com muita gente talentosa. “A Nobreza do Amor” vem com um grande capricho, um diretor que preza pela qualidade do que faz, toda sua equipe também. Vemos isso no figurino, na fotografia, na história escrita pelos autores. Então, é um privilégio muito grande viver este momento. Nesse hiato, fiz três filmes, estava em constante exercício, dentro de uma produção que é mais duradoura, são onze meses dentro desse trabalho que nos impõe ritmo e aprendizado. Foi muito bom mesmo e estou muito feliz com esta nova oportunidade.

Você se vê explorando streaming ou cinema com mais força nos próximos anos?
Sim, me vejo! Quero estar nos cinemas, em séries, em outros desafios. Me vejo nesses lugares, é um objetivo para mim, e vou em busca disso. Tenho o desejo de explorar novos gêneros, como o infantil, filmes, séries, ação, drama, sitcom teatral, tipo “Sai de Baixo” e “Vai Que Cola”. Tenho interesse por tudo. Estou aberto e sigo em busca dessas novas histórias.

Qual foi o momento mais marcante da sua carreira até agora?
O início, quando deixei a engenharia ambiental, uma empresa, a segurança de um emprego fixo, mas que não pulsava no meu coração, não me sentia um colaborador do mundo, e aí, em abril de 2018, entrei no curso de teatro que mudou minha vida. Nesse mesmo ano, fiz uma participação em “Malhação, Vidas Brasileiras”, fui chamado de poeta, comecei a abrir e encerrar eventos com poesia, comecei a fazer show de poesia, virei também mestre de cerimônia e encerrei o ano encenando um espetáculo que durou um ano e meio e que abriu outros caminhos. Agora eu sei o que nasci para fazer.

Qual a diferença do Lucas que estreou em “Mar do Sertão” para agora, tanto pessoal quanto profissionalmente? O que mudou?
O Lucas de hoje é mais protegido, mais seguro, mais experiente e entendido daquilo que está ao seu redor, seja no pessoal ou profissional. Com a esperança acesa e a sede de vitória e aprendizado para entender ainda mais o meu propósito – Por que estou aqui? O que a vida quer me entregar? O que a arte quer me entregar? O que elas duas querem de mim? Estou muito aceso para tudo isso.

Se não fosse artista, que outra profissão você teria escolhido?
Acho que se eu não fosse artista, seria uma outra coisa que não tem o nome de artista, mas é artista também (risos). Que trabalhasse com criação, como o publicitário. Eu amo criar nome para as coisas, slogans, jingles, pensar em campanhas. Eu faço isso no meu dia a dia, no meu exercício da criatividade.

Como faz para conciliar a carreira de ator com a de cantor, já que ambas são muito intensas?
Eu dou uma prioridade para o ator, porque demanda mais uma pré-produção de organização. Mas, com a música e a poesia, eu me viro. Faço independente, preencho meu coração produzindo de forma independente mesmo. Hoje, estou em uma obra, mas se consigo conciliar com o lançamento de uma música ou um show de poesia, eu vou ajustando. Quando a novela acabar, eu intensifico a música, a poesia e o que mais for surgindo.

Algumas pessoas não sabem, mas você mantém um relacionamento à distância com a Giselle. Como vocês fazem para ultrapassar essa barreira da distância?
Ela mora na Paraíba, amo muito, é minha companheira. Temos uma relação onde sobressai a verdade. A gente se dá muito bem e se escolhe sempre. Para conciliar, sempre que posso, viajo à Paraíba, onde também posso reencontrar minha mãe, meu irmão – Pedrinho, que tem Síndrome de Down. Eu preciso fazer essas viagens para lá, onde pego essa energia da minha família, da minha namorada e vamos ajustando, eu vou e ela vem ao Rio.

E você quase não aparece com ela nas redes sociais. O objetivo é manter o relacionamento longe dos holofotes mesmo?
Ah, tem algumas postagens. É que não sou tão blogueirinho, tão influencer. Não apareço tanto, mostrando a cara, o dia a dia. Minhas postagens são referentes a trabalho mesmo. Não é proposital, é a minha forma de usar a rede social mesmo.

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