
O fim melancólico da CPMI do INSS escancarou o cinismo em Brasília (Foto: Instagram)
O término da CPMI do INSS simboliza o cinismo político que prevalece em Brasília. A comissão foi encerrada de forma melancólica após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir contra o ministro André Mendonça, determinando que o Judiciário não poderia prorrogar a comissão à força.
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Sem o tempo adicional que pretendiam para pressionar o governo até as eleições, a liderança da CPMI optou por uma abordagem radical.
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O aspecto mais vergonhoso desse desfecho é a contradição evidente do senador Carlos Viana (Podemos-MG). Apesar de o relatório final sugerir o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, o próprio Viana admitiu publicamente que não há provas de sua responsabilidade nas fraudes no INSS.
Denominado “indiciamento por convicção”, esse é um exemplo de ficção jurídica que apenas alimenta a militância digital.
Enquanto tentava incriminar o filho do presidente, Viana viu problemas surgirem em seu próprio gabinete. Investigações revelaram que o senador destinou milhões de reais em emendas para uma fundação ligada à Igreja da Lagoinha. O ministro Flávio Dino já exige explicações, insinuando que o presidente da CPMI utilizava sua posição para proteger aliados enquanto atacava adversários.
O resultado final é um “tiro no pé” colossal. O que deveria ser uma investigação séria sobre o roubo de aposentadorias de idosos, esquema que remonta ao governo anterior, foi transformado em um espetáculo político.
No fim, a CPMI não traz justiça aos aposentados, mas sim um relatório frágil que, por falta de sustentação técnica, está destinado a ser arquivado.


