
Advogado Mikaelson Carvalho Gonçalves, condenado por tráfico na Papuda (Foto: Instagram)
O advogado criminalista Mikaelson Carvalho Gonçalves foi sentenciado pela Justiça do Distrito Federal por tentar entrar no Complexo Penitenciário da Papuda com maconha em duas ocasiões. Conhecido por defender o Comboio do Cão, ele foi pego com porções da droga em duas visitas distintas ao presídio.
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Mikaelson foi condenado pela 3ª Vara de Entorpecentes do DF a mais de quatro anos de prisão, em regime inicial aberto, por tráfico de drogas. A decisão foi proferida em outubro de 2025.
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A primeira condenação está relacionada a um incidente em 13 de outubro de 2021, no Centro de Detenção Provisória I (CDP I). De acordo com os registros, Mikaelson entregou quatro porções de maconha a um detento durante uma consulta jurídica.
A substância estava escondida em canudos plásticos e foi passada por uma abertura no parlatório. Após a consulta, policiais penais realizaram uma revista no detento e encontraram o material na costura de sua bermuda, que ele admitiu ter recebido do advogado.
O segundo incidente ocorreu em 31 de julho de 2022, na Penitenciária do Distrito Federal I (PDF I). Mikaelson foi flagrado pelas câmeras de segurança.
As imagens mostraram-no agindo de forma suspeita, retirando um pacote de suas roupas, passando álcool em gel e escondendo-o sob a bancada da sala de atendimento. Após sua saída, 103,50g de maconha foram encontrados no local onde ele havia sido filmado.
Em ambos os casos, o Ministério Público destacou a gravidade das ações, enfatizando que Mikaelson utilizou sua posição de advogado para tentar enganar a segurança, tornando sua conduta ainda mais condenável.
Além dos depoimentos e laudos que confirmaram a natureza das substâncias, buscas em sua casa em 2020 já haviam revelado fotos de armas, drogas e registros de tráfico em seu computador.
Mikaelson negou as acusações, sugerindo que as provas poderiam ter sido plantadas pelos policiais. Contudo, o juiz considerou as evidências técnicas e testemunhais como incontestáveis.
DETIDO AO DEFENDER FORAGIDO
Em setembro de 2024, Mikaelson também foi detido ao se apresentar em uma delegacia para defender foragidos, com a inscrição na OAB suspensa. Ele foi autuado por infração administrativa, mas atualmente seu registro está regular.
O caso ocorreu na 19ª Delegacia de Polícia, em Ceilândia, e resultou em um termo circunstanciado de ocorrência. Seus clientes tinham seis mandados de prisão por crimes como homicídio e furto.


