
Excesso de peso e saúde ginecológica: impacto hormonal e riscos (Foto: Instagram)
O impacto do peso corporal na saúde ginecológica vai além da aparência física. As alterações hormonais causadas pelo acúmulo de gordura podem afetar o ciclo menstrual, a fertilidade e aumentar o risco de algumas doenças.
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Conforme explica o ginecologista Evandro Silva, do Hospital Anchieta, o excesso de peso deve ser avaliado de forma abrangente, pois afeta diversos sistemas do corpo.
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“O excesso de peso não impacta apenas a saúde ginecológica. Ele eleva o risco de doenças cardiovasculares e está ligado a certos tipos de câncer, especialmente em mulheres na menopausa”, afirma o especialista. Contudo, muitas consequências surgem primeiro na função hormonal e reprodutiva.
ALTERAÇÕES HORMONAIS PODEM MUDAR O CICLO MENSTRUAL
Uma das consequências principais do excesso de peso é a alteração nos hormônios femininos, pois o tecido adiposo participa dos processos hormonais.
De acordo com Evandro, essas mudanças podem alterar o padrão menstrual. “Hormônios como estrogênio e progesterona podem ser alterados em mulheres obesas, provocando mudanças no fluxo menstrual e dificuldades para menstruar”, explica.
FERTILIDADE PODE SER AFETADA
Problemas para engravidar também podem estar ligados ao excesso de peso. Embora a endometriose seja uma das causas principais de infertilidade feminina, o desequilíbrio hormonal devido à obesidade pode dificultar a ovulação.
Quando a ovulação não ocorre regularmente, as chances de engravidar diminuem, explica o especialista.
RISCO MAIOR DE ALGUMAS DOENÇAS GINECOLÓGICAS
O ginecologista Paulo Guimarães, do Hospital Santa Marta, destaca que a gordura corporal, especialmente a visceral, participa na produção hormonal.
Ele explica que isso pode causar alterações importantes no organismo feminino. “A gordura também funciona como um tecido produtor de hormônios, podendo alterar o útero, mamas e aumentar o risco de doenças”, ressalta.
Entre os problemas associados estão a síndrome dos ovários policísticos e alguns tipos de câncer ginecológico, como o de endométrio.
Além disso, o excesso de peso pode causar impactos metabólicos, como resistência à insulina, aumentando o risco de pré-diabetes e diabetes tipo 2.
MUDANÇAS NO ESTILO DE VIDA FAZEM DIFERENÇA
Apesar dos riscos, especialistas afirmam que hábitos saudáveis podem proteger a saúde ginecológica.
Uma alimentação equilibrada, exercícios físicos regulares e acompanhamento médico são fundamentais para reduzir os impactos do excesso de peso.
Evandro destaca que a prevenção é o melhor caminho. “Manter uma rotina saudável e acompanhamento ginecológico regular permite detectar alterações precocemente e preservar a saúde feminina”, afirma.
Para os especialistas, compreender a relação entre peso corporal e função hormonal é crucial para que as mulheres cuidem melhor da saúde ginecológica ao longo da vida.


