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Ibaneis Rocha deixa governo do DF para disputar vaga no Senado em 2026

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Ibaneis Rocha se despede do Palácio do Buriti após sete anos e três meses à frente do governo do Distrito Federal. (Foto: Instagram)

Ibaneis Rocha (MDB) deixou o cargo de governador do Distrito Federal após sete anos e três meses à frente do governo. Em seu segundo mandato, ele decidiu antecipar sua saída para concorrer a uma vaga no Senado nas eleições de 2026.

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Ibaneis iniciou sua carreira política em 2018, quando foi eleito governador pela primeira vez. Antes disso, ele atuou como advogado em Brasília, presidindo a Seccional do DF da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) entre 2013 e 2015 e, em 2018, foi diretor do Conselho Federal e corregedor-geral da entidade.

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Em 28 de outubro de 2018, Ibaneis Rocha foi eleito governador do Distrito Federal com mais de 1 milhão de votos válidos, sendo o primeiro brasiliense a ocupar o cargo.

PRIMEIRO MANDATO
O primeiro mandato de Ibaneis foi repleto de desafios inesperados. No segundo ano de sua gestão, ele teve que lidar com a pandemia de Covid-19 no DF.

Em 2020, logo após a confirmação do primeiro caso da doença, Ibaneis decretou restrições de deslocamento, suspendendo aulas, eventos públicos e até serviços públicos.

Um ano depois, ele decretou um lockdown na capital federal, que incluiu toque de recolher noturno. Entre 2022 e 2023, as medidas restritivas foram gradualmente relaxadas.

Para Ibaneis, grande parte do primeiro mandato foi dedicada a "organizar o DF". Em entrevista ao Metrópoles, ele destacou que "Brasília estava abandonada".

“Não tinha obras, não tinha perspectiva, não tinha nem projetos. Foi um período de muito sofrimento para mim. Nós tínhamos mais de R$ 8 bilhões em dívidas. Quando eu recebi, nós regularizamos toda a situação financeira do Distrito Federal e passamos a fazer grandes obras”, afirmou.

Entre as obras destacadas pelo governador estão o túnel de Taguatinga, a DF-140 e o Drenar-DF. Ele também mencionou as entregas de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e de Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Segundo ele, foram cerca de 7,3 mil obras entregues nos últimos sete anos.

SEGUNDO MANDATO
Nas eleições de 2022, o emedebista foi reeleito com 832.633 votos (50,31% dos votos válidos), tornando-se o primeiro a ser reeleito em primeiro turno no DF.

Pouco depois, Brasília foi cenário dos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro de 2023, quando prédios dos Três Poderes foram invadidos e depredados. No total, 1,4 mil pessoas foram condenadas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ibaneis foi afastado do cargo por 65 dias durante investigações sobre os eventos de 8/1. Ao retornar, afirmou estar “de coração limpo”. Em março de 2025, o ministro Alexandre de Moraes arquivou o inquérito contra Ibaneis.

SERVIDORES
Entre 2024 e 2025, o GDF concedeu reajustes salariais e reestruturou carreiras. Destaque para o aumento de até 27,2% na remuneração de policiais, aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Lula (PT), e a nomeação de mais de 2 mil policiais e bombeiros do DF.

A gestão de Ibaneis também criou o GDF Saúde, plano de saúde dos servidores da capital, que atende mais de 80 mil pessoas.

Nos últimos anos do mandato, órgãos do governo distrital foram investigados, como a Secretaria de Esporte e o Instituto de Previdência dos Servidores do DF (Iprev-DF). Ney Ferraz Júnior, ex-presidente do Iprev-DF, foi condenado por corrupção e lavagem, mas recorreu ao STJ.

CASO MASTER
Em 2026, o governo de Ibaneis enfrentou uma crise envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master. O BRB precisa cobrir prejuízos em negócios com o Banco Master, alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.

Em entrevista ao Metrópoles, Ibaneis afirmou que não conhecia o banqueiro Daniel Vorcaro ou o Banco Master. Disse que esteve na casa de Vorcaro para um almoço, mas negou tratar da compra do Master pelo BRB, que foi barrada pelo Banco Central.

“Eu comecei a tomar conhecimento de que existiria essa operação em andamento relacionada à compra do Master pelo BRB. Quis entender como era essa operação e fui convencido pelo Paulo Henrique [ex-presidente do BRB] de que seria uma operação que faria o BRB se transformar no sexto maior banco do Brasil, sem necessidade de aporte financeiro do Governo do Distrito Federal”, declarou.

Ibaneis também afirmou não ter conhecimento do sistema financeiro ou bancário, dizendo que não sabe nem “passar Pix”. “As contas minhas quem acompanha são meu filho e minha ex-esposa. Eu sou meio analógico ainda. Eu não tinha capacidade técnica de avaliar se aquela operação era ou não correta. Eu tinha que acreditar no meu principal interlocutor naquele momento, que era o Paulo Henrique“, afirmou.

Questionado sobre a compra de R$ 16 bilhões em carteiras de crédito suspeitas de serem falsas do Master pelo BRB, Ibaneis negou saber. “Eu só vim a descobrir realmente o que é que estava sendo feito, mesmo sem ter notícia dos valores, quando começou a dar problema, aí eu comecei a ser procurado”, contou.

FUTURO POLÍTICO
Ibaneis pretende concorrer a uma vaga no Senado Federal. Em entrevista ao Metrópoles, ele afirmou que deseja construir uma unidade com outros candidatos de centro-direita.

Entre os pré-candidatos estão a deputada federal Bia Kicis (PL), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o desembargador aposentado Sebastião Coelho (Novo) e o próprio Ibaneis Rocha (MDB).

“Vou tentar construir essa unidade até o último momento. Se não for possível, nós vamos ter que ir para a eleição. Mas eu vou fazer uma eleição onde eu não pretendo atingir ninguém. Eu quero fazer uma eleição mostrando o que eu fiz e o que eu tenho de potencial para fazer”, disse.

“Tem um objetivo maior para todos nós de centro-direita. Já falo de forma declarada que é tirar a esquerda do poder, porque a esquerda infelizmente não tem trazido benefícios para o crescimento do Brasil“, completou.

As eleições estão marcadas para 4 de outubro deste ano. Ibaneis apoiará Celina Leão (PP), que assumirá como governadora do DF nesta segunda-feira (30/3), como sua sucessora no GDF.

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