
IGP-M de março: alta de 0,52% eleva a “inflação do aluguel” (Foto: Instagram)
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), popularmente conhecido como "inflação do aluguel", apresentou aceleração em março deste ano, conforme dados revelados nesta segunda-feira (30/3) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
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Neste mês, o índice registrou 0,52%, em contraste com a queda de 0,73% observada em fevereiro. As principais previsões do mercado indicavam uma variação de 0,46% para o IGP-M em março. Este resultado mensal é o mais elevado em mais de um ano, desde fevereiro de 2025, quando atingiu 1,06%. No acumulado do ano, o IGP-M subiu 0,19%, enquanto nos últimos 12 meses houve uma queda de 1,83%.
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“O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) continua sendo fortemente influenciado pela agropecuária, com contribuições significativas de bovinos, ovos, leite, feijão e milho, que impulsionaram a aceleração do índice. Paralelamente, o agravamento do cenário geopolítico no Oriente Médio já está impactando os preços dos derivados de petróleo, indicando a disseminação dessas pressões para outros setores”, explica Matheus Dias, economista do FGV Ibre. “Apesar de a taxa acumulada em 12 meses permanecer em um nível bastante baixo (-14,13%), o subgrupo Produtos Derivados do Petróleo no IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado) apresentou uma inflexão significativa, passando de -4,63% em fevereiro para 1,16% em março de 2026, sinalizando uma mudança na variação e uma possível reversão da trajetória recente. Esse movimento está associado ao aumento da percepção de risco sobre a oferta global de petróleo, devido à intensificação do conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã, o que tem pressionado os preços.”
O IGP-M é amplamente conhecido como "inflação do aluguel" pois serve como base para ajustar diversos contratos, incluindo os de locação de imóveis. Além da análise dos preços ao consumidor, o índice também considera o custo dos produtos primários, matérias-primas, preços no atacado e insumos da construção civil.


