
Deputado federal participa de sessão em Brasília durante turbulências na federação União Progressista (Foto: Instagram)
A confusão nos comandos e a intensa concorrência dentro da federação União Progressista têm levado a uma saída de deputados do grupo, em busca de mais segurança para as eleições.
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Recentemente, vários parlamentares do PP, liderado pelo senador Ciro Nogueira (PI), e do União, dirigido por Antonio Rueda, mudaram de partido, optando por outras legendas, com destaque para o Podemos, sob a liderança de Renata Abreu.
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Exemplos incluem os deputados federais Marangoni (SP) e David Soares (SP), que deixaram o União Brasil para se juntarem ao partido de Abreu. O deputado Delegado Bruno Lima (SP) também migrou para o Podemos após sair do PP.
O deputado federal Ribamar Silva (SP), anteriormente no PSD, estava prestes a se juntar ao União, mas acabou também optando pelo Podemos.
Outro caso é o de Kim Kataguiri (SP), que deixou o União para concorrer ao governo de São Paulo pelo Missão, partido criado pelo MBL.
De acordo com a legislação eleitoral, cada partido pode lançar 71 candidatos a deputado federal em São Paulo. Com a federação, espera-se uma divisão entre PP e União, com 35 e 36 candidatos, respectivamente. Isso aumenta o valor do fundo eleitoral disponível para cada candidatura, proporcionando mais recursos para possíveis puxadores de voto.
Para Milton Leite, presidente estadual do União Brasil, as saídas são naturais neste momento, e a formação da federação gerou insegurança entre alguns membros quanto às chances de reeleição.
“Não há insatisfação alguma”, declarou. Ele também menciona que tem sido procurado por membros de outros partidos interessados em migrar para o União. No entanto, há relatos de descontentamento devido à disputa interna pelo comando. Em São Paulo, muitos não sabem se a federação é comandada por Milton Leite ou pelo presidente do PP, Maurício Neves.
“Dentro do próprio União e do próprio PP há uma confusão sobre quem está no comando”, afirmou um deputado do União em confidência. “Se há algo que foi um erro, foi essa federação. Estou considerando mudar de partido”, disse outro parlamentar do PP.
Um caso emblemático da situação na federação é o do deputado federal Fausto Pinato (PP-SP), que estava em negociações avançadas para trocar o PP pelo União, mas decidiu aguardar devido às incertezas no comando.
“É um absurdo que, em uma federação tão poderosa, ambos os partidos tenham perdido membros por falta de coesão e vaidade. Vou conversar com os representantes federais antes de tomar qualquer decisão, especialmente com meu amigo Ciro Nogueira (presidente nacional do PP)”, declarou Pinato ao Metrópoles.
O deputado já considera a federação um projeto falido. “Resultado: deputados procurando outros partidos por medo e falta de sintonia com as lideranças que deveriam estar unidas. A poderosa federação em São Paulo virou fumaça”, concluiu o deputado.


