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Trump reforça ultimato e mantém prazo para acordo com o Irã

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Donald Trump anuncia prazo de duas a três semanas para acordo com o Irã (Foto: Instagram)

Em um pronunciamento na noite desta quarta-feira (1º/4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmou um prazo de "duas a três semanas" para concluir um acordo com o Irã.

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O Metrópoles transmitiu o discurso completo com tradução para o português. Confira:

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Trump começou sua fala sobre a guerra no Oriente Médio afirmando que "o regime do Irã está morto" e que, sob sua liderança, os EUA teriam causado perdas significativas ao país em poucas semanas.

O republicano destacou que, historicamente, "nunca, na história das guerras, um inimigo sofreu perdas tão claras, devastadoras e em larga escala em questão de semanas".

"O inimigo está enfraquecido, e a América — como tem sido nos últimos cinco anos sob a minha presidência — está vencendo, e agora vencendo mais do que nunca", disse Trump, reforçando a narrativa de sucesso militar.

Segundo o presidente, as forças e programas militares do Irã foram reduzidos a níveis sem precedentes, a base industrial de defesa está sendo neutralizada, a força aérea está em ruínas e grande parte dos sistemas de mísseis foi eliminada ou derrotada.

O discurso ocorre no momento em que a Casa Branca sinalizava uma possível saída da guerra com o Irã, que começou há mais de um mês.

Antes de abordar diretamente o conflito no Oriente Médio, Trump aproveitou para elogiar a atuação das forças armadas em outras operações, incluindo, de forma controversa, referências a ações recentes na Venezuela — que ele descreveu como uma "operação rápida, letal, violenta e respeitada por todo o mundo".

Segundo Trump, essa ação teria demonstrado a força e a capacidade das Forças Armadas dos EUA, que, afirmou, hoje são "de longe, as mais fortes do mundo".

No discurso, Trump afirmou que os Estados Unidos, agora "totalmente independentes do Oriente Médio" em termos de energia, continuam presentes na região "para ajudar", reforçando uma postura de influência contínua mesmo diante de um possível desengajamento militar direto.

Donald Trump também vinculou a recente alta nos preços da gasolina nos Estados Unidos às ações do Irã, afirmando que ataques do regime contra petroleiros em países que não fazem parte do conflito demonstram sua imprevisibilidade e reforçam a necessidade de impedir que o país tenha armas nucleares.

Segundo Trump, o uso de armas nucleares pelo Irã resultaria em décadas de chantagem, instabilidade econômica e sofrimento global.

O presidente destacou, entretanto, que os Estados Unidos estão "mais preparados do que nunca" para enfrentar possíveis crises.

Trump e seus assessores têm apresentado cronogramas variáveis para o conflito, que já está na quinta semana. Convencer os eleitores de que a guerra tem prazo definido pode reduzir preocupações com o aumento da gasolina e a crescente desaprovação popular.

O presidente deve destacar a destruição de parte da Marinha iraniana e de instalações de mísseis, garantindo que Teerã não terá acesso a armas nucleares.

Pesquisas mostram ampla rejeição ao conflito, especialmente entre eleitores independentes. Segundo levantamento Reuters/Ipsos, 60% desaprovam a guerra e 66% defendem o encerramento rápido, mesmo que metas governamentais não sejam totalmente atingidas.

Os Estados Unidos afirmam que a ofensiva contra o Irã visa principalmente impedir que o país desenvolva armas nucleares, destruir suas capacidades militares — incluindo o programa de mísseis e a força naval — e encerrar o apoio de Teerã a grupos e milícias que atuam na região, especialmente contra Israel.

O conflito no Oriente Médio já dura 33 dias e provocou impactos significativos na estrutura de poder iraniana. Entre eles, a morte do aiatolá Ali Khamenei, além de outras figuras relevantes do governo.

Apesar disso, o regime islâmico permanece ativo e indicou rapidamente um sucessor: o aiatolá Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder.

Mesmo após essas perdas, o Irã mantém ações ofensivas na região, com ataques direcionados a instalações ligadas aos Estados Unidos, como bases militares e representações diplomáticas.

As tentativas de mediação internacional, lideradas por países como Paquistão e China, ainda não resultaram em avanço concreto.

Washington chegou a apresentar uma proposta de acordo, mas o governo iraniano rejeitou os termos e apresentou suas próprias condições para encerrar o conflito.

Embora indique possível distanciamento, Trump mantém alternativas militares. Autoridades estudam confiscar estoques de urânio iraniano e ocupar pontos estratégicos, como a Ilha de Kharg.

Milhares de soldados adicionais seguem para o Golfo Pérsico, mantendo o país preparado para ações pontuais.

O vice-presidente JD Vance iniciou contatos com intermediários do Paquistão em busca de um acordo negociado. O republicano afirmou que as negociações avançam, mas o Irã garante que não há diálogo direto.

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