
Fumaça cobre a ponte B1 após ataque dos EUA e Israel perto de Teerã (Foto: Instagram)
Um ataque à maior ponte do Irã resultou em pelo menos oito mortos e 95 feridos, conforme reportado por veículos de mídia local. Após o evento, o presidente Donald Trump confirmou que os Estados Unidos foram responsáveis pela ação.
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Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump celebrou o ataque, afirmando que a estrutura “nunca mais será usada” e que “muito mais virá”, pressionando o Irã a firmar um acordo.
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Relatos da imprensa iraniana indicam que o ataque foi uma ação conjunta entre Estados Unidos e Israel, atingindo a ponte B1, situada próxima à capital Teerã. A ponte está a cerca de 40 quilômetros a oeste da cidade, em uma rota em construção que conecta Teerã a Karaj.
O ataque intensifica o conflito após declarações de Trump na quarta-feira (1º/4), quando ele mencionou possíveis alvos estratégicos no Irã, incluindo usinas de energia e instalações petrolíferas.
Ele afirmou que ataques poderiam ocorrer “com extrema força” e de maneira simultânea, ameaçando levar o Irã “de volta à Idade da Pedra” caso não haja um acordo.
Trump declarou que os EUA atacariam “com extrema força nas próximas duas ou três semanas”, indicando a possibilidade de novas ofensivas a curto prazo.
OBJETIVOS DA GUERRA E CENÁRIO ATUAL
De acordo com os EUA, a ofensiva tem como objetivos principais impedir o avanço do programa nuclear iraniano, enfraquecer suas capacidades militares — incluindo o sistema de mísseis e operações navais — e conter o apoio de Teerã a grupos armados na região, especialmente contra Israel.
O conflito no Oriente Médio já dura 33 dias e provocou mudanças significativas no poder iraniano, como a morte do aiatolá Ali Khamenei e outras figuras importantes do governo.
Apesar das perdas, o regime islâmico continua em operação, nomeando rapidamente o aiatolá Mojtaba Khamenei, filho do líder anterior, como sucessor.
Mesmo nesse contexto, o Irã mantém ações ofensivas na região, atacando alvos dos EUA, incluindo bases militares e embaixadas.
Tentativas de mediação internacional, lideradas por países como Paquistão e China, ainda não tiveram sucesso.
Washington propôs um acordo, mas o Irã rejeitou os termos, apresentando suas próprias condições para encerrar o conflito.
REAÇÃO IRANIANA
A ofensiva aumentou a reação do governo iraniano. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, criticou duramente os ataques dos EUA, especialmente contra infraestrutura civil.
Em uma publicação na rede social X, Araghchi afirmou que as ações não forçarão o país à rendição, acusando Washington de estar em “crise e confusão” e de apresentar um “declínio moral”.
Ele declarou que “todas as pontes e edifícios serão reconstruídos. Mas o dano à imagem e à credibilidade dos Estados Unidos não será reparado”.
Araghchi também assegurou que a destruição de infraestrutura civil não mudará a postura iraniana no conflito. “Atacar infraestrutura civil jamais forçará os iranianos a se renderem”, afirmou.


