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Fragilidade da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência é evidente

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Flávio Bolsonaro reage a críticas em evento político (Foto: Instagram)

A candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República demonstra tamanha fragilidade que ele mal consegue suportar as primeiras críticas, reagindo rapidamente com queixas. Ele afirma estar sendo alvo de "ataques sórdidos e criminosos" do chamado gabinete do ódio de Luiz.

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Esse "Luiz" provavelmente refere-se a Luiz Inácio Lula da Silva. "Gabinete do ódio" é o termo que o PT e seus aliados usaram para se referir à central de fake news liderada por Carlos Bolsonaro, que funcionava no Palácio do Planalto durante o governo de seu pai.

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Flávio agradece aos que o apoiam, mencionando a "missão divina" de "resgatar o nosso Brasil". Resgatar de quê? Deus não lhe deu essa missão. Flávio tem oferecido o Brasil aos Estados Unidos de bandeja.

Circula nas redes sociais o que Flávio chama de fake news do PT, que o acusa de querer taxar o PIX se for eleito. Ele nega, afirmando que o sistema de pagamentos é "um legado" de seu pai. No entanto, não foi exatamente assim.

O Pix foi lançado pelo Banco Central em 5 de outubro de 2020, com operação plena em novembro do mesmo ano. Foi criado por técnicos e analistas do Banco Central, com estudos iniciados em 2016 e desenvolvidos em 2018.

Em 2016, o Brasil era governado por Temer. Bolsonaro assumiu em 2019. Ele poderia ter suspendido os estudos sobre o PIX? Em teoria, sim. O Banco Central tornou-se independente em fevereiro de 2021. Mas por que ele faria isso?

Bolsonaro nunca entendeu de economia. Quem cuidava dessa área era Paulo Guedes, o "Posto Ipiranga". Guedes era o fiador de Bolsonaro junto a empresários e banqueiros. Bolsonaro se interessava apenas por política e por empregar militares.

Mais tarde, ele evoluiu para criar uma rede de proteção policial para sua família e amigos, além de desqualificar o processo eleitoral brasileiro visando à reeleição. Se não fosse possível, planejava um golpe para se manter no poder.

Flávio tenta disfarçar sua preocupação com a falta de unidade do PL em torno de seu nome e da hesitação do resto da direita em apoiá-lo:

"Tenho pedido união e que divergências menores sejam deixadas de lado neste momento, em prol das causas que nos unem. Para colocarmos o Brasil, de novo, no caminho da prosperidade precisamos primeiro derrotar o império do mal.

Cheguei bem até aqui por causa de vocês, sem o apoio integral de muitos que eu, sinceramente, esperava que respeitassem a indicação do nosso líder Jair Bolsonaro nessa guerra do bem contra o mal, mas ainda estão tímidos ou tergiversando."

E conclui:

"Não dá mais para perder tempo discutindo quem tem razão, precisamos vencer a eleição!"

Por que tanto desespero se sua candidatura, aparentemente, está consolidada? Se as pesquisas de intenção de voto indicam que ele, se a eleição fosse hoje, empataria com Lula ou o venceria? Resposta: porque a eleição só será daqui a 183 dias.

O teto de Flávio é de vidro. Até lá, ele será alvo de fogo amigo, à direita, e de fogo inimigo, à esquerda. Não está preparado para isso. Nunca esteve.

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