
Navio-tanque e rebocador sob supervisão no Estreito de Ormuz (Foto: Instagram)
O Irã deu permissão para a passagem de embarcações que transportam bens essenciais através do Estreito de Ormuz, área anteriormente bloqueada pelo país. Conforme divulgado pela agência estatal Tasnim neste sábado (4/4), a travessia será supervisionada por autoridades iranianas e seguirá protocolos específicos para transitar pela região.
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Essa permissão está formalizada em uma carta oficial e não significa uma reabertura total da rota, mas sim uma flexibilização específica para cargas essenciais.
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A medida acontece em meio às discussões no Conselho de Segurança da ONU sobre a proposta que autoriza o uso da força militar para assegurar a navegação comercial no Estreito de Ormuz.
A votação da resolução, proposta pelo Bahrein, foi adiada para a próxima semana. A proposta permite “todos os meios defensivos necessários” para proteção e teria validade de pelo menos seis meses.
Inicialmente marcada para sexta-feira (3/4), a reunião foi remarcada para este sábado (4/4) devido à Sexta-feira Santa, mas acabou sendo adiada novamente.
O adiamento se deve à oposição da China, Rússia e França, que possuem poder de veto, à autorização do uso da força na região.
Conforme o jornal The New York Times, os três países são contrários a qualquer ação que permita meios militares para reabrir a rota marítima.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, criticou a medida e alertou que qualquer “ação provocativa” antes da votação pode agravar a guerra.
Os preços do petróleo subiram desde o final de fevereiro devido ao fechamento do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária do Irã, que é a única saída do Golfo Pérsico para o mar aberto.
A decisão do Irã ocorreu antes do presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar novamente o país, prometendo um “inferno” caso Ormuz não seja reaberto em 48 horas.
“Lembram-se de quando dei ao Irã dez dias para fazer um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz? O tempo está se esgotando — 48 horas antes que o inferno reine sobre eles. Glória a Deus”, declarou o presidente americano.


