
Gilberto Kassab ao lado de senador durante encontro do PSD (Foto: Instagram)
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, iniciou a pré-campanha eleitoral enfrentando diversos desafios. Ele teve que desistir de lançar o governador Ratinho Júnior (PSD-PR) como presidenciável e também recuou de seu plano de ser vice na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Além disso, o partido não foi um dos mais beneficiados com a janela partidária que se encerrou no último dia 4.
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O cientista político Leonardo Paz Neves, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), avalia que a saída de Ratinho Júnior do cenário eleitoral foi um golpe para Kassab, apesar de sua habilidade para recalibrar sua força política visando as eleições de 2026.
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Com a mudança na janela partidária, o PSD teve 15 novas adesões e 15 saídas na Câmara dos Deputados, passando de 47 para 49 parlamentares. No Senado, o número caiu de 13 para 11, com perdas de nomes importantes como Rodrigo Pacheco (MG) e Eliziane Gama (MA), mas a entrada do senador Carlos Viana (MG).
Um dos desafios será manter os novos membros sem comprometer os cenários regionais. O partido abriga Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência e conta com o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, além de Eduardo Paes no Rio de Janeiro e Raquel Lyra em Pernambuco, que podem servir de palanque para o presidente Lula, com quem Kassab tenta manter uma distância estratégica.
O PSD mantém uma presença significativa no Congresso Nacional, com 13 senadores e 49 deputados federais. Em São Paulo, o partido conta com 11 representantes na Assembleia Legislativa.
O cientista político Marco Antônio Teixeira, também da FGV, comenta que a estratégia do PSD ao lançar múltiplos candidatos presidenciáveis não resultou como esperado para Kassab.
No governo de São Paulo, Kassab perdeu a vice-governadoria quando Felício Ramuth deixou o PSD para se filiar ao MDB, após atritos com Tarcísio e Kassab. O partido afirma que continuará apoiando Tarcísio.
Em Minas Gerais, a situação é complicada para o PSD. O governador Matheus Simões, que se juntou ao partido para a eleição deste ano, não está obtendo apoio significativo. Em pesquisas recentes, ele perde em todas as simulações de segundo turno contra outros candidatos.
A disputa ao Senado em Minas também está congestionada, com três candidatos após a filiação de Viana ao PSD. Um deles terá que abrir mão, a menos que apoiem outro nome para o governo de Minas.
As eleições gerais de 2026 estão marcadas para 4 de outubro. Os eleitores votarão em dois senadores, além de deputados estaduais e federais, governador e presidente.


