
Motociclista trafega pela Faixa Azul em avenida de São Paulo; projeto aguarda aval federal (Foto: Instagram)
A implementação da Faixa Azul para motos em São Paulo está paralisada. Desde janeiro de 2025, a administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB) aguarda a autorização para expandir a sinalização para novas avenidas e renovar a permissão de manutenção do projeto por mais um ano.
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A prefeitura não recebeu respostas da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), parte do Ministério dos Transportes, liderado até 1º de abril pelo então ministro Renan Filho (MDB). A Faixa Azul, uma promessa eleitoral de 2024, foi implementada experimentalmente em 2022, e a autorização expirou em março de 2026.
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Para renovar a permissão, a prefeitura precisa enviar um Relatório Consolidado com análise técnica até o final deste mês. A Senatran avaliará a eficácia da faixa, observando se houve redução ou aumento de acidentes e mortes de motociclistas durante o período de teste.
A última inauguração da Faixa Azul ocorreu em julho do ano passado na Avenida Jacu-Pêssego. O prefeito Nunes acredita que questões políticas estão atrasando as autorizações.
Durante um evento recente, Nunes criticou a demora das autorizações, questionando o porquê do governo federal não permitir a expansão de um projeto que, segundo ele, melhora a segurança dos motociclistas.
Aliados do prefeito, como o presidente da Câmara Municipal, Ricardo Teixeira, também veem a situação como política. Teixeira, coautor do projeto, critica a falta de aprovação para os 80 quilômetros planejados.
Durante o lançamento da Faixa Azul em 2023, Renan Filho sugeriu que os corredores poderiam se tornar uma política nacional, dependendo dos estudos da CET.
Estudos recentes da CET indicam que a Faixa Azul não reduziu mortes como alegado pela prefeitura e que incentiva o abuso de velocidade. A prefeitura destaca uma redução de 47% nas mortes de motociclistas entre 2023 e 2024, mas ignora o aumento nas mortes de pedestres.
Outro estudo, realizado por universidades e com apoio da Vital Strategies, aponta que a faixa exclusiva para motos aumenta o risco de acidentes fatais em cruzamentos em até 120%.
A Senatran afirma que a autorização depende do cumprimento de critérios de segurança viária, avaliando dados de sinistros e óbitos de motociclistas para verificar a eficácia da medida.


