
Hipopótamo descendente do rebanho de Pablo Escobar às margens de um rio colombiano (Foto: Instagram)
O governo colombiano anunciou na segunda-feira (14/4) sua intenção de reduzir significativamente a população de hipopótamos descendentes dos animais que pertenciam ao narcotraficante Pablo Escobar. Após anos de discussões sobre como gerenciar o crescente número desses animais, a decisão foi tomada.
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A ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez Torres, revelou que o plano inicial é abater cerca de 80 hipopótamos, já que as tentativas de transferi-los para zoológicos e parques de vida selvagem em países como México, Índia e Filipinas não tiveram sucesso.
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Vélez destacou que métodos anteriores, como a castração, foram caros e ineficazes devido aos altos custos de captura e cirurgia. Com um pool genético limitado e risco de doenças, devolver os hipopótamos à África foi considerado inviável.
O Ministério continua a trabalhar em planos de realocação, mas enfatiza a necessidade de ação urgente. Atualmente, cerca de 200 hipopótamos vivem na Colômbia, podendo chegar a mil até 2035 sem intervenção.
AMEAÇAS AOS ECOSSISTEMAS
Cientistas alertam que os hipopótamos causam danos aos ecossistemas locais, ameaçando espécies nativas como peixes-boi e tartarugas de rio, além de prejudicar terras agrícolas e representar riscos para a população.
Os hipopótamos originaram-se de quatro animais africanos que Escobar trouxe para seu zoológico na Fazenda Nápoles. Após sua morte em 1993, os animais escaparam e se multiplicaram nos rios próximos, espalhando-se pela região.
Apesar dos problemas, os hipopótamos tornaram-se uma atração turística, com moradores locais oferecendo passeios e vendendo suvenires relacionados aos animais.
PROTESTOS DE AMBIENTALISTAS
Ativistas dos direitos dos animais na Colômbia têm se oposto à ideia de abater os hipopótamos, defendendo que os animais têm o direito de viver. Eles acreditam que a violência não é a solução para um país marcado por conflitos.
Andrea Padilla, senadora e ativista, criticou o plano como uma decisão cruel, acusando o governo de optar pelo caminho mais fácil. Ela defende que os hipopótamos são vítimas da negligência estatal.
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