
Ministro da Fazenda em evento do FMI em Washington (Foto: Instagram)
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta terça-feira (15/4) que o governo está prestes a divulgar um novo conjunto de medidas para lidar com o endividamento das famílias brasileiras. Ele indicou que o anúncio ocorrerá após o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de sua viagem oficial à Europa.
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Durigan, que está em Washington, nos Estados Unidos, participando de eventos do Fundo Monetário Internacional (FMI), afirmou que as discussões com instituições financeiras estão bem avançadas. O ministro destacou que a equipe econômica já estabeleceu um bom diálogo com representantes do sistema financeiro, que mostraram apoio à proposta.
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A proposta visa criar mecanismos para facilitar o refinanciamento de dívidas, em um cenário onde o comprometimento da renda das famílias com crédito é elevado. O foco principal será a reorganização das dívidas de pessoas físicas, visto como um dos maiores obstáculos para o consumo e a recuperação econômica.
A equipe econômica acredita que essas medidas podem ter um efeito duplo: aliviar a situação financeira das famílias e, simultaneamente, destravar o crédito e estimular a atividade econômica. Durigan descreveu a proposta como “uma medida benéfica tanto para as famílias quanto para o mercado”.
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O programa também deve incluir contrapartidas com impacto estrutural, como restrições ao uso de recursos em apostas online. A intenção é minimizar fatores que contribuem para o superendividamento e melhorar a qualidade do crédito no país. “Será positivo para o país em termos de ganhos estruturais”, afirmou.
A ação ocorre em meio aos esforços do governo para equilibrar as contas públicas, enquanto busca sustentar o crescimento econômico. Nos últimos meses, a equipe econômica tem argumentado que melhorar as condições de crédito é vital para manter o ritmo da atividade, especialmente diante de um cenário de juros altos e incertezas no ambiente internacional.
A expectativa é que o novo programa sirva como uma ponte entre o ajuste fiscal e a retomada do consumo, ao diminuir a pressão do endividamento sobre as famílias brasileiras.


