
Oscar Schmidt, então com 16 anos, posa em frente ao Bloco D da superquadra 313 da Asa Sul, onde deu os primeiros dribles rumo ao estrelato. (Foto: Instagram)
A morte de Oscar Schmidt, uma das maiores lendas do basquete brasileiro, aos 68 anos nesta sexta-feira (17/4), faz os moradores do Distrito Federal relembrarem que o "Mão Santa" também já foi um brasiliense. Foi na capital do país que Oscar começou sua trajetória no esporte, como mostram as fotos a seguir:
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Oscar Schmidt viveu por três anos no Distrito Federal. Depois desse período, ele se mudou para São Paulo, mas continuou visitando sua família na Asa Sul, já como uma promessa do basquete brasileiro.
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Nascido em Natal (RN) em 1958, Oscar mudou-se para o DF em 1971, onde foi incentivado pelo treinador Zezão, do Colégio Salesiano, a jogar basquete. Antes disso, ele jogava apenas futebol, mas devido à sua altura de 1,90m aos 13 anos, decidiu mudar para o basquete.
Oscar começou a treinar no Clube da Vizinhança da Asa Sul, próximo de onde morava com a família. Rapidamente, o "Mão Santa" integrou o time adulto do Vizinhança, que ainda hoje guarda troféus e camisas em homenagem ao ex-jogador.
Em 1974, Oscar Schmidt mudou-se para São Paulo aos 16 anos para jogar no infanto-juvenil do Palmeiras. No ano seguinte, já estava na Seleção Brasileira, participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos, foi campeão Pan-Americano e jogou em grandes clubes do Brasil, Itália e Espanha. Em 2003, Oscar se aposentou no Flamengo (RJ) como o maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos.
Enquanto Oscar se destacava mundialmente, sua família permaneceu em um apartamento na 313 Sul, e o jogador os visitava frequentemente. O jornalista e apresentador Tadeu Schmidt, seu irmão mais novo, também cresceu e começou sua carreira na capital federal.
A morte de Oscar surpreendeu a todos. Minutos após o anúncio, a notícia já repercutia entre pessoas ligadas ao DF que o conheceram.
A senadora e ex-atleta Leila do Vôlei (PDT-DF) usou as redes sociais para se despedir de "uma das maiores lendas do esporte". "Oscar é muito mais do que um exemplo para as próximas gerações de atletas. Foi inspiração, emoção e alegria para milhões de brasileiros. Sou fã do talento e da disciplina dele", declarou.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), também lamentou a morte de Oscar Schmidt, afirmando que o Brasil e o mundo se despedem de "um dos maiores atletas da história do esporte e um ícone que atravessou gerações".
“Dentro das quadras, Oscar construiu uma trajetória extraordinária, marcada por talento raro, disciplina e amor ao esporte. Fora delas, enfrentou por anos a batalha contra um tumor cerebral, com firmeza e dignidade, tornando-se exemplo de resiliência”.
Em 1998, Oscar Schmidt recebeu o título de Cidadão Honorário de Brasília. A iniciativa partiu do então deputado distrital Luiz Estevão e a honraria foi concedida durante uma sessão solene na Câmara Legislativa (CLDF), em maio daquele ano.
Na ocasião, durante seu discurso de agradecimento, Oscar afirmou que estava recebendo um “título que qualquer pessoa do mundo sonha em ter, o de Cidadão Honorário da cidade que muito ama”.
“Desde que fui para São Paulo, esperava o dia de ter este reconhecimento. Sempre me orgulhei de falar para o mundo inteiro que comecei a jogar basquete aqui. Orgulho-me muito de ter começado a jogar basquete em Brasília”, disse.
O falecimento de Oscar Schmidt foi confirmado pela família na tarde desta sexta-feira (17/4), poucas horas após a notícia de que o ex-atleta havia passado mal e sido internado às pressas no Hospital Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na zona oeste de São Paulo.
A causa da morte não foi divulgada. Oscar lutou contra um tumor cerebral por mais de 15 anos.
Ainda não há informações sobre velório e enterro. A cerimônia deve ser restrita a familiares.
Em nota, a família confirmou a perda. Leia na íntegra:
“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.
Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou, com coragem, dignidade e resiliência, a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.
A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.
Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.
Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.”


