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Cientistas descobrem como o veneno da aranha-violinista atua

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Aranha reclusa chilena em seu ambiente arenoso (Foto: Instagram)

As aranhas são reconhecidas como predadores engenhosos no planeta, utilizando várias estratégias para capturar suas presas. Enquanto algumas constroem teias, outras, como as aranhas-lobo, emboscam suas vítimas no solo durante a noite. O uso de veneno é comum entre elas, mas a composição desse veneno pode variar bastante entre as espécies. Em geral, apenas algumas aranhas representam perigo para a saúde humana, enquanto a maioria é inofensiva ou até benéfica no controle de pragas.

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Nos Estados Unidos, as aranhas que mais preocupam são a aranha-violinista, conhecida pela toxina que destrói tecidos, e a viúva-negra, com sua neurotoxina que afeta células nervosas. Mas como essas toxinas funcionam exatamente? Em meu laboratório, junto com a colega Greta Binford, estudamos essas toxinas há mais de vinte anos. Em uma pesquisa recente, liderada por minha ex-aluna Alexandra Sundman, investigamos a estrutura da toxina da Sicarius levii, uma aranha encontrada no Chile e parente da aranha-violinista. Nossos achados podem ajudar no desenvolvimento de tratamentos para picadas de aranha.

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A toxina dessa aranha reclusa é uma enzima que acelera reações químicas específicas. Ela se liga à superfície das células e age como um cortador de grama, removendo as cabeças das moléculas dessa superfície. Durante seu trabalho no laboratório, meu ex-aluno Dan Lajoie descobriu que a toxina transforma essas moléculas em estruturas anelares. O sistema imunológico, ao atacar essas células danificadas, pode causar necrose, ou morte do tecido.

Por razões ainda não claras para os pesquisadores, essas toxinas causam necrose em humanos, mas afetam principalmente células nervosas de insetos, que são as presas das aranhas. Ambos os efeitos resultam provavelmente de membranas celulares danificadas.

Para entender melhor como o veneno afeta as células, minha equipe cristalizou e fez raios-X de uma toxina dessas aranhas chilenas enquanto ela se ligava a moléculas nas membranas celulares. Ficamos surpresos ao ver como a toxina se liga às superfícies celulares, mostrando claramente como ela corta as moléculas e as transforma em anéis.

As aranhas reclusas, como sugere o nome, preferem locais escuros e escondidos, como pilhas de lenha e armários, e podem acidentalmente entrar em contato com humanos. Não são agressivas, mas mordem quando ameaçadas. O sintoma mais comum é uma ferida grave na pele, mas a toxina também pode afetar os glóbulos vermelhos e causar insuficiência renal.

As feridas causadas por aranhas reclusas podem ser confundidas com infecções bacterianas, como as causadas por Staphylococcus resistente à meticilina. Não há tratamentos aprovados nos EUA, embora antivenenos estejam disponíveis na América do Sul.

Esperamos que este estudo ajude os cientistas a desenvolver novos tratamentos para picadas de aranha, seja bloqueando a ligação da toxina à superfície celular ou alterando-a quimicamente.

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