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UE avança com empréstimo bilionário à Ucrânia após queda de Orbán

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Volodymyr Zelensky em pronunciamento no Palácio do Eliseu, em Paris, durante evento em janeiro de 2026. (Foto: Instagram)

A União Europeia (UE) deu um passo significativo nos planos de oferecer um empréstimo bilionário à Ucrânia, estimado em 90 bilhões de euros (aproximadamente R$ 523,4 bilhões), após a derrota de Viktor Orbán nas recentes eleições húngaras. A aprovação do financiamento está prevista para esta quinta-feira (23/4).

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Orbán, que liderou a Hungria por 16 anos consecutivos, era o principal obstáculo para o novo pacote de apoio do bloco ao país comandado por Volodymyr Zelensky.

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Viktor Orbán esteve à frente da Hungria de 2010 a 2026. Com o início do conflito entre Rússia e Ucrânia, ele foi um dos poucos líderes europeus a apoiar os planos de Vladimir Putin. O ex-primeiro-ministro chegou a acusar a UE e a Otan de serem pró-guerra, mesmo com a Hungria sendo membro de ambas. Além disso, Orbán bloqueou ajuda da UE à Ucrânia, como um pacote de 50 bilhões em 2023. Sua derrota para Péter Magyar nas eleições deste ano pode mudar a política externa húngara, alinhando o país aos outros 26 membros da UE, que pressionam Moscou economicamente desde o início do conflito.

O plano de empréstimo bilionário foi inicialmente anunciado em dezembro de 2025, mas enfrentou um veto da Hungria em fevereiro deste ano devido a problemas com o oleoduto Druzhba. Essa estrutura, que atravessa a Ucrânia, é vital para o transporte de petróleo russo para a Hungria e Eslováquia, que têm autorização da UE para continuar com as importações, apesar das sanções desde 2022. O oleoduto sofreu danos em um ataque russo em janeiro.

Durante a paralisação do Druzhba, o governo de Orbán acusou a Ucrânia de atrasar os reparos para aumentar os preços do combustível antes das eleições de abril. Péter Szijjártó, chanceler húngaro, acusou o governo ucraniano de "chantagem" devido às posições sobre a guerra. Desde o início do conflito, Orbán foi um dos poucos líderes europeus a apoiar a Rússia, mesmo com a Hungria sendo parte da UE.

Volodymyr Zelensky anunciou a conclusão dos reparos no oleoduto Druzhba na terça-feira (21/4) e demonstrou otimismo de que a normalização abriria caminho para a aprovação do empréstimo de 90 bilhões de euros da UE. Na quarta-feira (22/4), o presidente ucraniano comentou sobre o tema na rede social X.

“Atualmente, já está acontecendo na prática a execução do nosso acordo com a União Europeia sobre o desbloqueio do pacote da apoio à Ucrânia no valor de 90 bilhões de euros para dois anos”, afirmou Zelensky em um comunicado. A quantia deverá financiar os custos de guerra contra a Rússia no período de 2026 e 2027, enquanto as discussões de paz entre Kiev e Moscou seguem travadas.

A previsão é de que o plano seja votado pelo Conselho da União Europeia nesta quinta-feira (23/4), após o Chipre, que preside o órgão, iniciar os procedimentos necessários para o pleito.

Sem Orbán, e com a retomada do transporte de petróleo russo em Druzhba, o presidente do Conselho da UE, António Costa, também mostrou confiança na aprovação do empréstimo.

“Com o empréstimo de 90 bilhões que aprovaremos amanhã, apoiaremos a Ucrânia em 2026 e 2027”, disse Costa durante o Fórum Econômico de Delphi, na Grécia. “E continuaremos pelo tempo necessário e a qualquer custo”, declarou. A aprovação do empréstimo foi confirmada ao Metrópoles por interlocutores da UE no Brasil.

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