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Peritos se recusam a analisar cena de crime de sapateiro morto em SP

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Carro da Polícia Científica no local não periciado (Foto: Instagram)

A investigação sobre a morte do sapateiro Vinicius Oliveira França, de 23 anos, teve um novo desdobramento que aumenta as incertezas sobre o caso. De acordo com a Polícia Civil, um perito do Instituto de Criminalística (IC) se recusou, por três vezes, a realizar a análise no local onde o jovem foi baleado e caiu de moto, na zona sul de São Paulo.

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A informação está em um adendo do boletim de ocorrência registrado no 98º DP (Jardim Miriam), ao qual o Metrópoles teve acesso. No documento, é enfatizado que a perícia era considerada essencial para esclarecer as circunstâncias da morte.

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“Registra-se que foi requisitada a perícia por três vezes, sendo informada a imprescindibilidade da perícia no veículo. No entanto, por três vezes o Instituto de Criminalística se negou a realizar a perícia, mesmo com a informação de que o local seria preservado por policiais civis”, diz o registro.

Ainda segundo o documento policial, investigadores se ofereceram para manter a área isolada até a chegada dos peritos, o que não ocorreu.

Diante da recusa repetida, a própria Polícia Civil registrou que iria encaminhar o caso à Corregedoria da instituição. “Dessa forma, será oficiada a Corregedoria Geral da Polícia Civil para apurar a conduta do perito responsável, que negou a requisição sem justificativa plausível”, diz trecho do documento.

Sem a análise técnica no local e no veículo, o inquérito perde um dos principais instrumentos para reconstituir a dinâmica dos fatos, especialmente em um caso marcado por lacunas e versões conflitantes.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi questionada sobre o caso e informou que “a perícia no veículo envolvido na ocorrência citada pela reportagem está sendo agendada pela Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) para ser realizada dentro dos parâmetros técnicos exigidos. Como a motocicleta havia sido retirada do local do acidente, é necessária a adequação do procedimento para viabilizar a perícia de forma regular”.

“Paralelamente, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou um procedimento para apurar todos os fatos relacionados aos protocolos adotados no caso, que segue em investigação pelo 98º Distrito Policial (Jardim Miriam), com diligências em andamento para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência”, finaliza a pasta.

CASO CERCADO DE DÚVIDAS
Como mostrou o Metrópoles, Vinicius foi baleado na noite de 14 de abril, enquanto pilotava sua moto após buscar um tênis de uma cliente, nas proximidades de casa. Mesmo ferido, ele seguiu conduzindo por alguns minutos, até cair ao lado de um ônibus.

Imagens de câmeras de monitoramento mostram o jovem com capacete em um primeiro momento, na Avenida Ângelo Cristianini. Minutos depois, já sem o equipamento, ele aparece em alta velocidade antes de cair, na Avenida Pedro de Avos.

Inicialmente tratado como acidente de trânsito, o caso mudou de rumo após uma médica constatar um ferimento por arma de fogo no braço da vítima. De acordo com registros do 98º DP, o projétil atravessou o corpo, saindo pela região da clavícula, que foi quebrada, assim como um dos ossos do braço.

Apesar disso, a declaração de óbito, obtida pela reportagem, aponta como causa da morte “politraumatismo”, sem mencionar o disparo. Em nota, a Secretaria de Saúde afirmou que a “declaração de óbito para mortes suspeitas ou violentas são preenchidas diretamente pelo Instituto Médico Legal (IML), e não o hospital”.

FALHAS E DESCONFIANÇA
A ausência de perícia no local se soma a outros pontos que têm alimentado a desconfiança da família, como a presença incomum de policiais militares no hospital e a falta de informações claras sobre a origem dos disparos.

A mãe de Vinicius, Vanessa França, afirmou que estranhou a movimentação de PMs ainda na sala de emergência. “Quando eu cheguei no hospital, já tinha policial dentro. Eu não entendi. Por que tanta polícia?”.

Ela também questionou a condução do caso desde o início. “Ninguém explica nada. A gente não sabe quem atirou, por que atirou, nem em que momento isso aconteceu”.

Sem a perícia, considerada peça-chave para esclarecer a trajetória dos disparos, a posição da vítima e eventuais vestígios na via, o caso segue sem respostas concretas.

BUSCA POR RESPOSTAS
Descrito por familiares como trabalhador e sem histórico de conflitos, Vinicius havia acabado de completar 23 anos e mantinha uma rotina voltada ao trabalho na sapataria e a serviços autônomos.

Para a família, o conjunto de inconsistências, da ausência de perícia às divergências nos documentos oficiais, reforça a sensação de que a morte ainda está longe de ser esclarecida.

“Eu preciso saber o que aconteceu com meu filho. Não foi um acidente. Foi algo muito mais grave”, afirmou a mãe. Enquanto isso, a investigação avança sem a análise técnica da cena do crime, um dos elementos mais básicos em casos de morte violenta.

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