
Virginia Fonseca anuncia ação contra Luana Piovani por declarações de “maldição” (Foto: Instagram)
A influenciadora digital Virginia Fonseca declarou que pretende entrar com uma ação judicial contra a atriz Luana Piovani devido a declarações que envolvem seu nome e sua família.
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O caso ganhou grande visibilidade nas redes sociais após Piovani afirmar que o dinheiro de Virginia seria "endemoniado" e mencionar que uma "maldição" afetaria a blogueira e seus filhos.
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Virginia, em resposta, publicou um desabafo, afirmando que não tolerará ataques, especialmente quando envolvem seus filhos, e que buscará reparação judicial.
O episódio reacende a discussão sobre os limites entre opinião, crítica pública e possíveis crimes contra a honra.
PODE VIRAR PROCESSO?
Segundo a advogada criminalista Silvana Campos, existem elementos que podem justificar uma ação judicial, dependendo do contexto e da forma das declarações.
“Quando há imputação de conduta negativa ou uso de expressões que atingem a honra, a imagem ou a reputação de alguém, podemos estar diante de crimes contra a honra, como calúnia, difamação ou injúria”, explica.
A especialista ressalta que, mesmo nas redes sociais, onde a liberdade de expressão é ampla, esse direito não é absoluto.
“A liberdade de expressão não autoriza ataques pessoais, acusações sem prova ou discurso que ultrapasse o campo da crítica e entre no campo da ofensa direta”, afirma Silvana Campos.
QUAIS CRIMES PODEM ESTAR ENVOLVIDOS?
No caso, três tipos principais de infração podem ser analisados:
Calúnia
Quando alguém atribui falsamente a outra pessoa a prática de um crime. Se houver acusação sem prova de envolvimento em atividade ilegal, esse pode ser o enquadramento.
Difamação
Quando há divulgação de fatos capazes de prejudicar a reputação de alguém, ainda que não se tratem necessariamente de crimes.
Injúria
Quando ocorre ofensa direta à dignidade ou ao decoro, como xingamentos ou expressões consideradas degradantes.
“Expressões que associam a pessoa a algo ‘maldito’ ou ‘demoníaco’, por exemplo, podem ser interpretadas como injúria, dependendo do contexto e da intenção”, pontua a advogada.
O QUE PODE ACONTECER NA PRÁTICA?
Se a ação for levada adiante, o caso pode seguir por duas frentes:
Esfera criminal
Abertura de queixa-crime por parte da vítima. Em caso de condenação, a pena pode incluir multa e até detenção, geralmente convertida em medidas alternativas.
Esfera cível
Pedido de indenização por danos morais. Nessa hipótese, a Justiça avalia o impacto das falas, a repercussão e eventual prejuízo à imagem.
Silvana Campos destaca que o fato de as declarações terem ocorrido em ambiente digital pode agravar a situação.
“A repercussão nas redes amplia o dano, porque atinge um número muito maior de pessoas. Isso costuma ser considerado pelo Judiciário na fixação de eventual indenização”, explica.
CAMINHO MAIS COMUM
Apesar da possibilidade de condenação, muitos episódios semelhantes terminam em acordos ou retratações públicas.
“O Judiciário também valoriza a retratação espontânea. Em alguns casos, um pedido público de desculpas pode reduzir significativamente as consequências legais”, afirma a criminalista.


