
Indicado ao STF, Jorge Messias participa de sabatina no Senado (Foto: Instagram)
Após mais de cinco meses de espera, o ministro Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula ao STF, finalmente será sabatinado no Senado nesta quarta-feira (29/4).
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O principal desafio de Messias durante o encontro com os senadores não será a resistência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), nem a defesa de seu currículo.
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O ponto mais sensível para o indicado de Lula serão as perguntas dos senadores sobre a crise de credibilidade que o STF e alguns de seus ministros enfrentam.
Messias terá que se equilibrar em suas respostas. O objetivo será não se indispor com seus possíveis futuros colegas de Supremo, nem perder o apoio dos senadores.
O QUE MESSIAS VAI DIZER SOBRE A CRISE DO STF
O indicado de Lula ao STF, segundo fontes próximas, não evitará analisar o contexto e o papel do Supremo na crise. Contudo, pretende evitar críticas diretas aos ministros da Corte.
Se questionado, Messias deve apoiar a criação de um código de ética para o STF e destacará que não enfrentará problemas de suspeição devido à atuação de parentes no Supremo.
Ele deve ressaltar que sua esposa é servidora concursada do MDIC, suas irmãs são médicas e seus filhos ainda são crianças.
Messias está ciente, no entanto, de que será alvo de provocações de alguns senadores. Especialmente daqueles que farão perguntas na sabatina com o intuito de postar trechos nas redes sociais.
O atual chefe da AGU, porém, tranquilizou seus auxiliares, afirmando ter controle emocional e espiritual suficiente para lidar com essas situações.
O QUE MESSIAS DIZ SOBRE ABORTO
Como evangélico da Igreja Batista, Messias também espera ser questionado sobre o aborto. Em resposta, ele afirmará claramente aos parlamentares que é contra o aborto e a favor da vida.
Messias também se preparou para discutir um parecer da AGU que considerou inconstitucional uma resolução do Conselho Federal de Medicina que proíbe a assistolia fetal em casos de aborto legal.
Ele pretende enfatizar que o parecer da AGU enviado ao STF foi uma defesa do próprio Congresso, ao afirmar que a regulamentação do aborto deve ser feita por lei, e não por conselho profissional.


