A ex-vereadora Luciana Novaes teve a morte encefálica confirmada nesta quarta-feira (29/4), de acordo com um comunicado divulgado nas redes sociais da parlamentar.
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A notícia foi divulgada dois dias após a Câmara Municipal do Rio de Janeiro ter anunciado o falecimento da política, aos 42 anos, após o início do protocolo médico.
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Na publicação, em tom de despedida, o texto destaca a trajetória de Luciana e o legado deixado ao longo de sua vida pública. A mensagem ressalta sua atuação em causas sociais, a dedicação à inclusão e aos direitos das pessoas com deficiência, além de mencionar o desejo de doação de órgãos como última manifestação de sua vontade.
“Com o coração profundamente entristecido, comunicamos que nossa querida Vereadora Luciana Novaes concluiu hoje sua jornada terrena, após a confirmação médica de morte encefálica”, diz o comunicado, que também a descreve como uma figura de atuação marcante na política e no serviço público.
O texto relembra ainda a trajetória de superação da ex-vereadora, que ficou conhecida nacionalmente após ser atingida por uma bala perdida em 2003, no campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido.
O episódio resultou em tetraplegia e marcou uma mudança profunda em sua vida. A partir daí, ela enfrentou um longo processo de reabilitação e passou a direcionar sua trajetória para temas ligados à inclusão e aos direitos de pessoas com deficiência.
O velório foi marcado para segunda-feira (4/5), às 10h, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no Palácio Pedro Ernesto, Saguão José do Patrocínio, na Cinelândia.
“Com o coração profundamente entristecido, comunicamos que nossa querida Vereadora Luciana Novaes concluiu hoje sua jornada terrena, após a confirmação médica de morte encefálica.
Luciana foi muito mais do que uma mulher pública. Foi luz onde muitos viam escuridão. Foi esperança onde tantos já não conseguiam mais acreditar. Foi coragem quando a vida exigiu bravura. Foi abraço nas causas esquecidas, voz para quem tantas vezes não era ouvido e representação verdadeira para pessoas que por muito tempo se sentiram invisíveis.
Ela mostrou, com a própria vida, que limites não definem destinos. Transformou dor em missão, obstáculos em ponte e sofrimento em amor ao próximo.
Sua caminhada foi marcada por dignidade, fé, generosidade e uma força rara — dessas que levantam quem estava caído e devolvem sonhos a quem já tinha desistido.
Luciana não falou apenas sobre inclusão. Ela encarnou essa luta. Abriu portas, rompeu barreiras e fez nascer esperança no coração de incontáveis famílias.
Até em sua despedida escolheu semear vida: seus órgãos serão doados, gesto que traduz com perfeição quem ela sempre foi — amor que se reparte, cuidado que permanece, bondade que continua.
Hoje o céu recebe de volta um anjo. E a terra chora a partida de uma mulher extraordinária.
Nós ficamos com a saudade, com a gratidão e com o privilégio inesquecível de termos caminhado ao lado de uma grande alma.
Luciana fará falta ao Rio de Janeiro. Fará falta à política feita com verdade. Fará falta, sobretudo, à luta por inclusão, acessibilidade e respeito, causas que ela abraçou com a própria vida.
Luciana não parte pequena. Parte imensa.
E permanecerá viva em cada luta justa, em cada gesto de amor e em cada coração que ela tocou.
Convidamos familiares, amigos, admiradores e toda a população para sua despedida, no velório que será realizado na segunda-feira, dia 04, às 10 horas, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no Saguão José do Patrocínio, localizado no Palácio Pedro Ernesto, Praça Floriano, Cinelândia.”


