
Bandeiras do Mercosul e da União Europeia tremulam juntas simbolizando a nova fase do acordo comercial (Foto: Instagram)
O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia teve início provisório nesta sexta-feira (1º/5), após mais de 25 anos de negociações. Essa medida inaugura uma nova etapa nas relações comerciais do Brasil com o mercado europeu.
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O tratado abrange cerca de 700 milhões de consumidores e visa eliminar gradualmente as tarifas de importação sobre mais de 91% dos produtos europeus exportados ao Mercosul.
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Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das exportações brasileiras para a Europa agora têm tarifa zero no início da implementação. Ao todo, 2.932 produtos se enquadram nessa categoria, sendo cerca de 93% (2.714) bens industriais.
MAS, AFINAL, QUEM GANHA E QUEM PERDE COM O ACORDO?
Produtos manufaturados devem ter custos reduzidos, facilitando as exportações brasileiras. No agronegócio, espera-se uma expansão de mercados e maior previsibilidade nas regras.
O acordo também prevê simplificação nos processos de comércio exterior, reduzindo a burocracia e utilizando sistemas digitais, o que acelera a liberação de mercadorias.
Além disso, o acordo pode ampliar oportunidades para empresas brasileiras, com tarifas menores e custos logísticos reduzidos. Contudo, isso também aumenta a concorrência no país, com produtos estrangeiros entrando mais facilmente no mercado brasileiro.
Ainda assim, alguns setores podem enfrentar dificuldades, especialmente indústrias menos competitivas e pequenos produtores.
EFEITOS PARA CONSUMIDORES
Para os consumidores, a expectativa é de redução nos preços de alguns produtos. Com tarifas menores e custos logísticos reduzidos, itens como alimentos, vestuário e bens industriais podem chegar ao mercado com preços mais acessíveis.
No entanto, o impacto nos preços não é imediato. Especialistas apontam que fatores como câmbio, custos de produção e margem de lucro das empresas também influenciam o preço final ao consumidor.


