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Ato da Direita no 1º de Maio em SP tem Baixa Participação e Tumultos

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Manifestantes de direita vestem máscaras e fantasias na Avenida Paulista durante ato de 1º de Maio (Foto: Instagram)

Um tumulto marcou a manifestação de apoiadores da direita nesta sexta-feira (1º/5), no Dia do Trabalhador, na Avenida Paulista, em São Paulo, mesmo com a baixa adesão de público. Durante a confusão, manifestantes atacaram uma mulher, que foi derrubada, teve o cabelo puxado e precisou ser retirada do local com escolta da Polícia Militar (PM).

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O ato reuniu cerca de 100 pessoas em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e não exigiu bloqueio do trânsito, embora contasse com escolta policial.

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Em outro momento da manifestação, a jovem Erika Borges, de 19 anos, que havia gritado “sem anistia” durante o ato, se envolveu em uma discussão com apoiadores da direita. Acompanhada do namorado, ela confrontou o grupo, o que rapidamente resultou em tumulto.

Nas imagens gravadas no local, é possível ver Erika discutindo com uma apoiadora da direita até a chegada dos policiais militares, que intervieram na situação. Os registros também mostram os agentes empurrando o namorado da jovem várias vezes durante a tentativa de afastar o casal do tumulto.

Após o incidente, Erika criticou a atuação dos agentes. “Eles empurraram meu namorado, me empurraram, e não é assim que resolve as coisas. Eu não encostei em nada, estava parada, é meu direito estar aqui na Paulista”, afirmou. Ela também questionou a abordagem da PM, discordando da forma como foi tratada.

ATO DA DIREITA NO 1º DE MAIO
Entre as principais pautas, estavam o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) para presidência, a anistia de Jair Bolsonaro e o lema “supremo é o povo”, em referência ao Supremo Tribunal Federal (STF). Havia também um grupo de jovens católicos que se autodenominavam “imperialistas”, com a presença do youtuber Paulo Kogos, candidato a deputado federal e vereador de São Paulo nas últimas eleições.

Organizador da manifestação, o empresário Malta Jones declarou aos jornalistas que o objetivo não era lotar a Paulista, mas ocupar o espaço e impedir manifestações de grupos da esquerda, comuns nos feriados do Dia do Trabalho.

Malta informou que notificou as autoridades ainda em janeiro deste ano sobre a manifestação e que já “reservou” a Paulista para os próximos dois atos em feriados, Nove de Julho e Sete de Setembro.

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