A morte do policial civil José Paulo Alves Lustosa, de 55 anos, ganhou um novo desdobramento após a Polícia Civil concluir, em um primeiro momento, que a filha do investigador pode ter agido em legítima defesa da mãe. A jovem de 23 anos, que atirou no pai durante uma discussão familiar em Osasco, na Grande São Paulo, responderá ao processo em liberdade enquanto o caso continua sendo investigado.
Segundo o boletim de ocorrência, a jovem relatou que estava em seu quarto quando os pais chegaram em casa e iniciaram uma discussão. Ao tentar interromper a briga, ela afirmou ter visto o pai ir até o quarto, pegar uma arma e ameaçar matar a esposa.
De acordo com seu depoimento, ela tentou impedir a ação e entrou em luta corporal com o pai para retirar a arma de suas mãos. Durante o confronto, um disparo foi efetuado e atingiu o policial.
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A mãe da jovem acionou a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) logo após o ocorrido. Os policiais que atenderam a ocorrência relataram ter encontrado mãe e filha em estado de choque e chorando.
Em depoimento, a esposa de José Paulo afirmou que o marido estava bastante alterado, havia feito uso de cocaína e fazia ameaças de morte contra ela. O motivo da discussão não foi oficialmente esclarecido, mas, segundo informações obtidas pelo g1 junto a investigadores, o casal enfrentava conflitos relacionados a supostos casos extraconjugais do policial.
José Paulo Alves Lustosa chegou a ser socorrido e levado ao Pronto-Socorro Santo Antônio, mas não resistiu aos ferimentos.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que mãe e filha foram ouvidas e liberadas após prestarem depoimento. Também foram solicitados exames ao Instituto Médico Legal (IML) e ao Instituto de Criminalística (IC).
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A ocorrência foi registrada como violência doméstica, injúria, ameaça, homicídio e legítima defesa. Apesar da decisão de permitir que a filha responda ao caso em liberdade, ela continuará sendo investigada e deverá prestar novos depoimentos, assim como a mãe, durante o andamento do inquérito conduzido pelo 2º Distrito Policial de Osasco.
José Paulo Alves Lustosa era investigador do 2º Distrito Policial de Cotia, vinculado ao Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo (Demacro).












